Acabou a brincadeira e agora é a hora da verdade! Definidos os jogos/ confrontos com os oito principais clubes que irão se enfrentar na reta de chegada, ou melhor, as quartas-de-final do Campeonato Paulista 2011: São Paulo x Portuguesa, Santos e Ponte Preta, Palmeiras x Mirassol e Corinthians x Oeste. Um deles será o campeão desta edição do torneio regional. O curioso, apenas, é que as mais recentes contratações do trio de ferro, os atacantes Adriano Imperador, Luis Fabiano e Wellington Paulista não estarão no campo de jogo para defenderem respectivamente Corinthians, São Paulo e Palmeiras.
A Federação Paulista de Futebol se reúne na tarde desta segunda-feira para definir os detalhes da reta final do Paulistão 2011. O Conselho Técnico da entidade tem encontro marcado para as 14 horas, quando decidirá, inicialmente, as datas, horários e locais das partidas das quartas- de-final.
Corinthians e Palmeiras, que usam o Pacaembu, devem jogar – com Oeste e Mirassol, respectivamente – em dias separados no fim de semana. O Santos receberá a Ponte Preta na Vila Belmiro, enquanto o São Paulo enfrentará a Portuguesa ainda em lugar a definir.
Como tem mais um jogo de punição a cumprir, por conta de problemas com a sua torcida no clássico com o Timão na Arena Barueri, o Tricolor pode seguir em Mogi Mirim, onde empatou com o Oeste neste domingo. Mas, nesta segunda, o departamento jurídico do clube tentará um recurso judicial. Se tiver sucesso, as opções são retornar para Barueri ou mesmo para o Morumbi, caso o gramado esteja em boas condições após os três shows da banda irlandesa U2.
Nas quartas-de-final e nas semifinais, os duelos são em jogos únicos, sem vantagem do empate para nenhuma equipe. Placar igual após os 90 minutos leva a decisão para os pênaltis. Somente na final que a disputa ocorre em jogos de ida e volta.
QUARTAS-DE-FINAL (dias 23 e 24/4)
Jogo 1: São Paulo x Portuguesa
Jogo 2: Palmeiras x Mirassol
Jogo 3: Corinthians x Oeste
Jogo 4: Santos x Ponte Preta
SEMIFINAIS (dias 30/4 e 1/5)
Jogo 5: vencedor 1 x vencedor 4
Jogo 6: vencedor 2 x vencedor 3
FINAIS (ida: 8/5 - volta: 15/5)
vencedor 5 x vencedor 6
Adriano e o Corinthians
Em participação no quadro “Arquivo Confidencial” no Domingão do Faustão, da Rede Globo, o atacante Adriano (foto 1) admitiu que ainda está acima do peso, mas reiterou que não está no Corinthians para “calar a boca de ninguém”, e sim para “provar à família” que pode dar a volta por cima na carreira.
No vestibular do técnico Tite, os destaques foram Paulo André e Edno. O zagueiro, que voltou a atuar depois de seis meses recuperando-se de uma lesão no joelho esquerdo, e o atacante, bastante contestado pela torcida, marcaram os gols da vitória por 2 a 0 sobre o já rebaixado Santo André, no ABC paulista. Com 38 pontos, o Timão termina a primeira fase do Campeonato Paulista na terceira colocação e encara o Oeste na próxima etapa, em jogo único a ser realizado no estádio do Pacaembu.
São Paulo sem Luis Fabiano
O São Paulo, sem Luis Fabiano (foto 2), não ganhou, mas comemorou. O empate de 1 a 1 com o Oeste (assista aos gols ao lado), em Mogi Mirim, e a derrota do Palmeiras para a Ponte Preta – 2 a 1 em Campinas – fizeram com que o Tricolor terminasse a primeira fase do Campeonato Paulista na liderança, com 41 pontos (superando o Verdão no primeiro critério de desempate: número de vitórias - 13 x 12). Na fase seguinte, o adversário dos são-paulinos será a Portuguesa. A equipe de Itápolis também se classificou e irá encarar o Corinthians nas quartas de final. Os jogos serão no próximo fim de semana.
Palmeiras sem Wellington Paulista
Claro que é importante terminar a primeira fase do Campeonato Paulista na liderança. Mas para o Palmeiras, também sem o atacante Wellington Paulista (foto 3), na disputa da fase decisiva do Paulistão 2011, o destino tratou de colocar o teoricamente mais fraco Mirassol em vez de Ponte Preta ou Portuguesa nas quartas de final. Neste domingo, a Ponte saiu atrás no Moisés Lucarelli, mas foi valente e conseguiu a virada por 2 a 1 sobre o Verdão, com gols de Márcio Diogo e Renatinho. Max Santos abriu o placar para o Alviverde. O resultado, somado ao empate entre São Paulo e Oeste, tirou do Palmeiras a ponta da tabela e uma invencibilidade que já durava 15 partidas.
E o Santos goleou...
Maikon Leite... (Outro atacante que o Palmeiras espera!) O dono da vitória do Santos sobre o Paulista, por 3 a 0, neste domingo, na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de classificação do Paulistão, tem nome e sobrenome. Todos os lances de perigo da partida saíram de seus pés. Em extrema velocidade, com pilhas bem carregadas, ele acabou com a defesa do Galo, que viu o sonho de avançar às quartas de final da competição ruir aos pés do camisa 7 do Peixe.
Apesar da vitória, o Santos terminou a primeira fase na quarta posição, com 38 pontos. Ficou por um gol para roubar a terceira posição do Corinthians, que tem a mesma pontuação, mas melhor saldo de gols (20 a 19). Nas quartas, o Peixe vai pegar a Ponte Preta, time que não perdeu para nenhum dos grandes na primeira fase.
Agora começará a verdadeira decisão! Uma pena que nesta reta de chegada, Adriano Imperador, Luis Fabiano e nem Wellington Paulista puderam ser inscritos. Diante de tantas "adaptações" (quartas-de-final e semifinal com um jogo só), soa esquisito não deixar inscrever aqueles que poderiam garantir muito mais emoção a um campeonato morno e até agora, realmente sem nenhuma graça!
Vamos então esperar e conferir! Que possamos mesmo assistir a grandes partidas! O torcedor agradece!
Crédito das fotos: Terra
O futebol é o esporte das multidões. Pode ser jogado em qualquer local deste planeta. Basta um pouco de espaço livre e uma bola. Suas regras são fáceis. O gol e os integrantes do time podem sempre ser providenciados. No futebol de verdade, nunca ninguém fica triste ou sozinho. Nem quando se perde, já que quem é derrotado hoje, pode ganhar amanhã... Faz parte da magia do jogo. Quando criança jogava com bola improvisada e duas caixas de madeira... Eram as traves e redes... O goleiro era um balde!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Liga dos Campeões da UEFA - Manchester 2 x 1 Chelsea

Infelizmente sem tempo para acrescentar algum dado a mais, para uma análise já tão elaborada e profunda. Seguindo com pressa para mais um seminário do Professor Reinaldo Passadori, o dia inteiro (14/4/2011), sobre Comunicação Corporativa e Verbal - As 7 Dimensões da Comunicação, lá na ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Por isso, acompanhe mais um texto de Lucas Ayres sobre o embate entre Manchester e Chelsea, clássico britânico pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA. Jogo disputado na segunda- feira (12/4/2011). Confesso que até já gravei a partida...
Texto de Lucas Ayres:
Manchester United e Chelsea se enfrentaram no estádio Old Trafford, na Inglaterra. O confronto valeu pela rodada de volta das quartas-de-final da Uefa Champions League.
No jogo de ida, vitória do Manchester por 1 a 0 na casa do rival, no estádio Stamford Bridge, em Londres.
Um empate ou qualquer vitória bastavam para o United se classificar. Já o Chelsea necessitava de uma vitória simples para levar a partida para a prorrogação ou acima disso para classificar- se diretamente.
O time da casa foi a campo no seu tradicionalíssimo 4-4-2 com os meias bem abertos, em linha com os volantes. O meia galês Ryan Giggs, jogador que mais atuou pelo clube, armava o time, com um posicionamento diferente, mais recuado. O inglês Wayne Rooney, que cumpre suspensão na liga inglesa, comandou o ataque da equipe.
Os visitantes foram escalados no sistema 4-3-3 que variava constantemente para um 4-1-3-2 quando o francês Malouda, escalado como ponta esquerda, voltava ao meio campo e formava uma linha de armadores com Lampard e Ramires, sustentados pelo volante Essien, formando um tripé na intermediaria.
O primeiro tempo foi tenso e alternou-se em duas situações: a primeira quando a marcação do Manchester subia o campo, forçando a defesa adversária a dar chutões, praticamente entregando a bola aos Diabos Vermelhos, que davam a saída e passavam a rodar a bola; a segunda situação se dava quando o Chelsea acertava sua saída de bola e seus meias conseguiam trabalhá-la, levando os adversários a recuar e buscar os contra-ataques.
Destaque para o grande respeito entre as equipes. Quando um atacava, o outro voltava inteiramente ao campo defensivo. Além disso, o time com a posse de bola não forçava as jogadas, claramente com medo de errar.
Ao fim do primeiro tempo, as duas equipes pareciam aceitar o resultado. Eis que os anfitriões criaram uma terceira situação: a bola parada.
O cruzamento na área dos Blues foi afastado, mas os Red Devils mantiveram a pressão e a bola chegou à direita a Giggs, que levou para a área e cruzou rasteiro. O atacante mexicano “Chicharito” Hernández completou no segundo pau, abrindo o placar.
Para o segundo tempo, o Chelsea precisava virar. Para tanto, o técnico Carlo Ancelotti promoveu a entrada do atacante marfinense Drogba no lugar do companheiro de posição Fernando Torres, apagado na primeira etapa.
A substituição acarretou uma mudança do esquema da equipe para um 4-3-2-1, puxando o coringa Malouda e Ramires para a linha de volantes, juntando o atacante Anelka com Lampard na armação e Drogba enfiado na área.
O time de Londres passou a dominar o jogo, mas era pouco incisivo. Ancelotti tentouc ontornar a situação substituindo Anelka pelo veloz atacante Kalou.
As substituições mal tinham ocorrido e mais um revés para a lista dos “Pensioners”: Ramires, após entrada por trás em Nani, tomou o segundo amarelo e foi expulso.
O técnico Alex Ferguson colocou Valencia no lugar de Nani, armando o time para contra-ataques.
Quando as coisas pareciam ir de mal a pior, o time londrino reagiu. Bom lançamento de Essien para Drogba, que avançou à área e bateu no contrapé do goleiro Van der Sar e empatou o placar.
Porém, a torcida do Manchester nem precisou se preocupar. Saída de bola no meio campo e uma jogada veloz levou a bola a Giggs, que achou o sul coreano Park sozinho na área que completou para o fundo das redes.
O gol praticamente matou as pretensões do Chelsea na partida, que ainda contou com a entrada do português Paulo Ferreira no lugar do zagueiro brasileiro Alex, que voltava de lesão.
Partida encerrada, o United classificou-se com todos os méritos jogando um futebol sólido apoiado, principalmente, no “Mr. Manchester” Ryan Giggs.
Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".
Confira os melhores momentos do jogo, clicando no link abaixo:
Manchester United 2 x 1 Chelsea - Liga dos Campeões - 12.04.2011
Créditos das imagens: France Press e youtube (ESPN.com.br)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Liga dos Campeões da UEFA - Real Madrid x Tottenham Hotspur (Uma chuva de gols)
Vamos acompanhar mais uma análise, sempre ponderada e crítica, do Lucas Ayres, que acompanha com toda a atenção, as partidas desta fase decisiva da Liga dos Campeões da UEFA. Desta vez, o confronto escolhido foi entre o Real Madrid e o Tottenham Hotspur. O jogo aconteceu na última terça-feira (05/04/2011). Veja só...
Texto de Lucas Ayres:
Real Madrid e Tottenham Hotspur se enfrentaram no estádio Santiago Bernabéu, na Espanha. O jogo valeu pela rodada de ida das quartas-de-final da Uefa Champions League.
Os dois times vieram de situações similares: ambos sem pretensões em suas ligas, ambos contaram com a volta de seus principais jogadores, Ronaldo e Bale (Real e Tottenham, respectivamente) e ambos têm números de desempenho do campeonato similares, com 19 gols e media de 55% de posse de bola.
O time da casa foi com força máxima no seu tradicional 4-2-3-1, com Cristiano Ronaldo, no meio, pela esquerda e o togolês Adebayor no comando de ataque. O lateral-esquerdo Marcelo no time titular e o meia Kaká no banco foram os brasileiros da equipe.
A grande mudança foi no time visitante. Originalmente num 4-4-1-1, teve a baixa do meia-atacante Lennon, que sentiu dores ainda no aquecimento. O volante Jenas foi a campo no seu lugar, provocando muitas mudanças no time: a estrela do time, Gareth Bale, escalado na esquerda, foi jogar na direita; o meia croata Modric foi para a esquerda e Jenas compôs o meio ao lado de Sandro, que junto ao goleiro Gomes foram os brasileiros do time titular.
As mudanças deixaram o time de Londres desorganizado, dando espaço ao time de Madrid, que começou o jogo marcando forte e pressionando e não tardou a abrir o placar: após cobrança de escanteio pela direita, Adebayor testou firme para o fundo das redes.
Os londrinos sentiram o gol. Nervosos, não tiveram nem tempo para reagir: Peter Crouch foi expulso após entrada violenta no lateral Marcelo, ainda aos 15 minutos do segundo tempo.
A expulsão praticamente acabou com as pretensões ofensivas do time na partida. Em compensação organizou-se melhor no campo, com Bale voltando à esquerda, Jenas abrindo à direita e Modric compôs o meio, melhorando a marcação na intermediaria.
Dos 15 aos 45 minutos do primeiro tempo, o Real Madrid teve controle total do jogo. Porém, o versátil time do técnico José Mourinho não conseguiu bater o sistema defensivo do adversário. Chegou até a dar espaços para contra-ataques puxados pelo badalado galês Bale. O camisa 3 era a única ameaça à defesa dos merengues.
No segundo tempo, o jogo foi diferente. Os ingleses voltaram com o atacante Jermaine Defoe no lugar do isolado meia holandês Van der Vaart (que já passou pelo Real). O experiente jogador atacaria pela direita, abrindo espaços para seus companheiros.
Mas, os galáticos não deram chance para o técnico Henry Redknap testar suas mudanças. O time voltou mais incisivo, aumentou o ritmo de jogo e logo aumentou o placar de novo com Adebayor após bom cruzamento de Marcelo pela esquerda.
O gol acabou com qualquer plano do Tottenham para o jogo. O Real Madrid passou a dominar mais o jogo e podia ampliar o placar a qualquer momento.
Lassana Diarra entrou no lugar de Sami Khedira e deu mais equilíbrio ao meio dos merengues, liberando mais seus jogadores de frente. Mudança eficiente: após boa troca de passes na intermediaria ofensiva, o argentino Dí Maria recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu na entrada na área a bola que foi no ângulo direito do goleiro Gomes. Golaço.
Bassong entrou no lugar de Corluka, machucado, e recompôs a defesa dos visitantes. O time da casa promoveu a entrada dos astros Kaká e Higuaín, voltando de lesões, nos lugares de Dí Maria e Adebayor, que saíram aplaudidos. Cristiano Ronaldo foi jogar na direita, Özil foi para a esquerda e Kaká centralizou no meio campo. Higuaín ficou dentro da área.
Ainda no fim do jogo, Kaká deu bela assistência a Cristiano Ronaldo quando cruzou na medida para o português chutar com efeito para o gol. 4 a 0.
Uma vitoria solida e incontestável ajudada pelo atacante Peter Crouch, que praticamente selou a passagem do time de Madrid para as semifinais. Quanto ao time de Londres, o técnico desabafou: 'Temos uma montanha para escalar, mas tentaremos". Espero.

Por Lucas Ayres, especial para "No campo de jogo".
Crédito das imagens: UEFA Champions League/ SporTV/ Youtube
Confira os melhores momentos da partida, clicando no link abaixo:
Real Madrid 4 x 0 Tottenham - 05/04/11 - UEFA Champions League - Liga dos Campeões
Texto de Lucas Ayres:
Real Madrid e Tottenham Hotspur se enfrentaram no estádio Santiago Bernabéu, na Espanha. O jogo valeu pela rodada de ida das quartas-de-final da Uefa Champions League.
Os dois times vieram de situações similares: ambos sem pretensões em suas ligas, ambos contaram com a volta de seus principais jogadores, Ronaldo e Bale (Real e Tottenham, respectivamente) e ambos têm números de desempenho do campeonato similares, com 19 gols e media de 55% de posse de bola.
O time da casa foi com força máxima no seu tradicional 4-2-3-1, com Cristiano Ronaldo, no meio, pela esquerda e o togolês Adebayor no comando de ataque. O lateral-esquerdo Marcelo no time titular e o meia Kaká no banco foram os brasileiros da equipe.
A grande mudança foi no time visitante. Originalmente num 4-4-1-1, teve a baixa do meia-atacante Lennon, que sentiu dores ainda no aquecimento. O volante Jenas foi a campo no seu lugar, provocando muitas mudanças no time: a estrela do time, Gareth Bale, escalado na esquerda, foi jogar na direita; o meia croata Modric foi para a esquerda e Jenas compôs o meio ao lado de Sandro, que junto ao goleiro Gomes foram os brasileiros do time titular.
As mudanças deixaram o time de Londres desorganizado, dando espaço ao time de Madrid, que começou o jogo marcando forte e pressionando e não tardou a abrir o placar: após cobrança de escanteio pela direita, Adebayor testou firme para o fundo das redes.
Os londrinos sentiram o gol. Nervosos, não tiveram nem tempo para reagir: Peter Crouch foi expulso após entrada violenta no lateral Marcelo, ainda aos 15 minutos do segundo tempo.
A expulsão praticamente acabou com as pretensões ofensivas do time na partida. Em compensação organizou-se melhor no campo, com Bale voltando à esquerda, Jenas abrindo à direita e Modric compôs o meio, melhorando a marcação na intermediaria.
Dos 15 aos 45 minutos do primeiro tempo, o Real Madrid teve controle total do jogo. Porém, o versátil time do técnico José Mourinho não conseguiu bater o sistema defensivo do adversário. Chegou até a dar espaços para contra-ataques puxados pelo badalado galês Bale. O camisa 3 era a única ameaça à defesa dos merengues.
No segundo tempo, o jogo foi diferente. Os ingleses voltaram com o atacante Jermaine Defoe no lugar do isolado meia holandês Van der Vaart (que já passou pelo Real). O experiente jogador atacaria pela direita, abrindo espaços para seus companheiros.
Mas, os galáticos não deram chance para o técnico Henry Redknap testar suas mudanças. O time voltou mais incisivo, aumentou o ritmo de jogo e logo aumentou o placar de novo com Adebayor após bom cruzamento de Marcelo pela esquerda.
O gol acabou com qualquer plano do Tottenham para o jogo. O Real Madrid passou a dominar mais o jogo e podia ampliar o placar a qualquer momento.
Lassana Diarra entrou no lugar de Sami Khedira e deu mais equilíbrio ao meio dos merengues, liberando mais seus jogadores de frente. Mudança eficiente: após boa troca de passes na intermediaria ofensiva, o argentino Dí Maria recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu na entrada na área a bola que foi no ângulo direito do goleiro Gomes. Golaço.
Bassong entrou no lugar de Corluka, machucado, e recompôs a defesa dos visitantes. O time da casa promoveu a entrada dos astros Kaká e Higuaín, voltando de lesões, nos lugares de Dí Maria e Adebayor, que saíram aplaudidos. Cristiano Ronaldo foi jogar na direita, Özil foi para a esquerda e Kaká centralizou no meio campo. Higuaín ficou dentro da área.
Ainda no fim do jogo, Kaká deu bela assistência a Cristiano Ronaldo quando cruzou na medida para o português chutar com efeito para o gol. 4 a 0.
Uma vitoria solida e incontestável ajudada pelo atacante Peter Crouch, que praticamente selou a passagem do time de Madrid para as semifinais. Quanto ao time de Londres, o técnico desabafou: 'Temos uma montanha para escalar, mas tentaremos". Espero.

Por Lucas Ayres, especial para "No campo de jogo".
Crédito das imagens: UEFA Champions League/ SporTV/ Youtube
Confira os melhores momentos da partida, clicando no link abaixo:
Real Madrid 4 x 0 Tottenham - 05/04/11 - UEFA Champions League - Liga dos Campeões
segunda-feira, 28 de março de 2011
A Marca do Goleiro-artilheiro e o fim do tabu
Um domingo para que nenhum são-paulino se esqueça da data. 27 de março de 2011... O dia do centésimo gol marcado por Rogério Ceni. O final de um intragável jejum de vitórias em cima do Sport Club Corinthians Paulista, o clube mais paparicado do momento pela imprensa de São Paulo.
Além da quebra da invencibilidade, o resultado pôs o Tricolor na vice-liderança do Campeonato Paulista, com 34 pontos, um a menos que o Palmeiras, que no sábado fez a lição de casa ao bater o Bragantino. O Timão tem a mesma pontuação da equipe do Morumbi, mas caiu para a terceira colocação por ter uma vitória a menos. Pelo estadual, os dois times voltarão a jogar no final de semana. No domingo, o São Paulo receberá o Mirassol no Morumbi. No mesmo dia, a equipe de Parque São Jorge irá a Ribeirão Preto para enfrentar o Botafogo.
A Partida
Paulo César Carpegiani mandou o São Paulo a campo em um 4-4-2 em linha, com o zagueiro Rhodolfo fazendo papel de lateral direito, Jean e Rodrigo Souto como volantes, Ilsinho e Carlinhos Paraíba abertos pelos lados, e Dagoberto e Fernandinho na frente. Do lado corintiano, Tite usou o esquema habitual: Ralf e Paulinho como volantes, Dentinho e Jorge Henrique abertos, Morais centralizado e Liedson isolado na frente.
O clássico começou tenso, com o São Paulo se postando na defesa com duas linhas de marcação. O Corinthians teve mais a bola nos primeiros minutos, mas com as atuações abaixo da média de Jorge Henrique, Morais e Dentinho, não conseguia acionar Liedson na frente. A primeira chance alvinegra veio aos 8 minutos em vacilo de Miranda: Liedson roubou a bola do zagueiro São Paulo, Morais pegou a sobra e chutou, mas Alex Silva cortou no meio do caminho.
Jogando aberto pelo lado esquerdo, Carlinhos Paraíba arriscou de longe aos 9 minutos e mandou para fora; dois minutos depois, após cobrança de escanteio, Jean ficou com a sobra e finalizou de fora da área, mas mandou por cima. A partir daí, o Corinthians voltou a dominar as ações, apesar de não conseguir criar chances graças à eficiente marcação do São Paulo.
Chicão teve a chance de abrir o placar em cobrança de falta do bico da área aos 18 minutos, mas pegou muito mal e mandou por cima do travessão. Defendendo-se bem, o São Paulo tinha dificuldades para encaixar um contra-ataque, com Dagoberto e Fernandinho muito longe do resto da equipe; quem mais recebia bolas era Ilsinho, pela direita, que tentava lances individuais.
Os jogadores de frente do Corinthians passaram a se movimentar mais e, aos 24 minutos, Dentinho deu bom passe para Liedson na área, mas Rogério Ceni saiu bem e cortou a tentativa de drible do artilheiro - porém, o lance já estava parado por impedimento. Sofrendo para acertar passes em profundidade, a equipe do Parque São Jorge arriscou em chutes de longe aos 27 minutos e aos 34 minutos, mas as tentativas dos volantes Ralf e Paulinho erraram o alvo.
Em uma partida com poucas chances claras, o São Paulo enfim conseguiu acertar um contra-ataque aos 39 minutos. Ilsinho avançou pela direita e encontrou Dagoberto com muito espaço na intermediária; o atacante puxou para o pé direito e acertou um chute forte no canto de Júlio César, abrindo o placar em Barueri com um golaço.
O Corinthians sentiu o golpe e quase sofreu o segundo aos 44 minutos, em novo contragolpe são-paulino. Rogério Ceni ficou com a bola e deu lançamento certeiro com o pé para Dagoberto, que enfiou para Fernandinho na área; o camisa 12 se livrou de Leandro Castán e bateu de pé direito, para fora. A melhor chance corintiana até então veio aos 46 minutos do primeiro tempo: Fábio Santos deu ótimo cruzamento da esquerda e Dentinho, sozinho na área, cabeceou para fora.
As equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa e o Corinthians quase empatou aos 2 minutos, não fosse por excelente defesa de Rogério Ceni. O capitão tricolor espalmou para escanteio um desvio à queima-roupa de Jorge Henrique, após cruzamento da esquerda de Fábio Santos.
100º gol foi marcado no Corinthians
O panorama da partida seguiu o mesmo - Corinthians com a bola, São Paulo no contra-ataque - até que, aos 8 minutos, veio o momento que a torcida do clube do Morumbi esperava. Fernandinho sofreu falta na entrada da área e Rogério Ceni partiu para a cobrança. Sem sentir a pressão, o goleiro acertou o ângulo de Júlio César, marcando seu primeiro gol de falta contra o rival alvinegro, ampliando a vantagem são-paulina para 2 a 0 e chegando a 100 gols em sua carreira.
As expulsões e a falta de controle emocional dos jogadores do Timão
Vendo que o Corinthians ainda tinha dificuldades para criar chances apesar da posse de bola, Tite trocou os inoperantes Morais e Jorge Henrique por Ramírez e Willian. Pouco depois, porém, o técnico corintiano "ganhou" um problema: Alessandro deu entrada forte em Dagoberto e recebeu o cartão vermelho direto do árbitro Guilherme Ceretta de Lima.
Quando a situação parecia mais complicada para o time alvinegro, Dentinho diminuiu. Aos 22 minutos, o atacante recebeu a bola em cobrança rápida de falta e finalizou rasteiro de fora da área, vencendo Rogério Ceni. Já no minuto seguinte, Dagoberto fez falta por trás, recebeu o segundo amarelo e também acabou expulso de campo, deixando os dois times com dez jogadores.
O jogo seguiu muito nervoso e a igualdade numérica entre as equipes durou pouco. Aos 28 minutos, Dentinho chutou Rodrigo Souto após disputa de bola e também foi expulso. Apesar de contar com apenas nove atletas em campo, o Corinthians se lançou à frente como pôde para tentar o empate: aos 33 minutos, Ramírez cruzou da direita, Liedson mergulhou para cabecear e Rogério defendeu firme no meio do gol.
Com o time corintiano todo em busca do empate, o São Paulo voltou a explorar os contra-ataques e quase definiu o jogo aos 42 minutos: Jean fez ótima jogada individual e concluiu para excelente defesa de Júlio César. Os últimos minutos foram muito movimentados - com direito a bicicleta de Liedson defendida por Ceni - mas o placar não se mexeu mais e confirmou o fim do tabu que já durava quatro anos.
Ficha Técnica - São Paulo 2 x 1 Corinthians
Gols: São Paulo: Dagoberto, aos 39 minutos do 1º tempo, e Rogério Ceni, aos 8 minutos do 2º tempo/ Corinthians: Dentinho, aos 22min do 2º tempo
São Paulo: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Ilsinho (Marlos), Jean, Rodrigo Souto (Casemiro) e Carlinhos Paraíba; Dagoberto e Fernandinho (Rivaldo). Técnico: Paulo César Carpegiani
Corinthians: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Danilo); Ralf e Paulinho; Dentinho, Morais (Ramírez) e Jorge Henrique (Willian); Liedson. Técnico: Tite
Cartões amarelos: São Paulo: Dagoberto, Rogério Ceni, Júnior César, Ilsinho e Rhodolfo/ Corinthians: Jorge Henrique
Cartões vermelhos: São Paulo: Dagoberto/ Corinthians: Alessandro e Dentinho
Parabéns a Rogério Ceni! Parabéns ao São Paulo! Parabéns ao equilíbrio de forças dentro do Campeonato Paulista 2011!
Crédito da foto: Terra
Clique no link abaixo e confira um dos momentos mais importantes da história do futebol brasileiro em todos os tempos:
O centésimo gol de Rogério Ceni, goleiro do São Paulo FC
Imagens: youtube/ Rede Globo
Além da quebra da invencibilidade, o resultado pôs o Tricolor na vice-liderança do Campeonato Paulista, com 34 pontos, um a menos que o Palmeiras, que no sábado fez a lição de casa ao bater o Bragantino. O Timão tem a mesma pontuação da equipe do Morumbi, mas caiu para a terceira colocação por ter uma vitória a menos. Pelo estadual, os dois times voltarão a jogar no final de semana. No domingo, o São Paulo receberá o Mirassol no Morumbi. No mesmo dia, a equipe de Parque São Jorge irá a Ribeirão Preto para enfrentar o Botafogo.
A Partida
Paulo César Carpegiani mandou o São Paulo a campo em um 4-4-2 em linha, com o zagueiro Rhodolfo fazendo papel de lateral direito, Jean e Rodrigo Souto como volantes, Ilsinho e Carlinhos Paraíba abertos pelos lados, e Dagoberto e Fernandinho na frente. Do lado corintiano, Tite usou o esquema habitual: Ralf e Paulinho como volantes, Dentinho e Jorge Henrique abertos, Morais centralizado e Liedson isolado na frente.
O clássico começou tenso, com o São Paulo se postando na defesa com duas linhas de marcação. O Corinthians teve mais a bola nos primeiros minutos, mas com as atuações abaixo da média de Jorge Henrique, Morais e Dentinho, não conseguia acionar Liedson na frente. A primeira chance alvinegra veio aos 8 minutos em vacilo de Miranda: Liedson roubou a bola do zagueiro São Paulo, Morais pegou a sobra e chutou, mas Alex Silva cortou no meio do caminho.
Jogando aberto pelo lado esquerdo, Carlinhos Paraíba arriscou de longe aos 9 minutos e mandou para fora; dois minutos depois, após cobrança de escanteio, Jean ficou com a sobra e finalizou de fora da área, mas mandou por cima. A partir daí, o Corinthians voltou a dominar as ações, apesar de não conseguir criar chances graças à eficiente marcação do São Paulo.
Chicão teve a chance de abrir o placar em cobrança de falta do bico da área aos 18 minutos, mas pegou muito mal e mandou por cima do travessão. Defendendo-se bem, o São Paulo tinha dificuldades para encaixar um contra-ataque, com Dagoberto e Fernandinho muito longe do resto da equipe; quem mais recebia bolas era Ilsinho, pela direita, que tentava lances individuais.
Os jogadores de frente do Corinthians passaram a se movimentar mais e, aos 24 minutos, Dentinho deu bom passe para Liedson na área, mas Rogério Ceni saiu bem e cortou a tentativa de drible do artilheiro - porém, o lance já estava parado por impedimento. Sofrendo para acertar passes em profundidade, a equipe do Parque São Jorge arriscou em chutes de longe aos 27 minutos e aos 34 minutos, mas as tentativas dos volantes Ralf e Paulinho erraram o alvo.
Em uma partida com poucas chances claras, o São Paulo enfim conseguiu acertar um contra-ataque aos 39 minutos. Ilsinho avançou pela direita e encontrou Dagoberto com muito espaço na intermediária; o atacante puxou para o pé direito e acertou um chute forte no canto de Júlio César, abrindo o placar em Barueri com um golaço.
O Corinthians sentiu o golpe e quase sofreu o segundo aos 44 minutos, em novo contragolpe são-paulino. Rogério Ceni ficou com a bola e deu lançamento certeiro com o pé para Dagoberto, que enfiou para Fernandinho na área; o camisa 12 se livrou de Leandro Castán e bateu de pé direito, para fora. A melhor chance corintiana até então veio aos 46 minutos do primeiro tempo: Fábio Santos deu ótimo cruzamento da esquerda e Dentinho, sozinho na área, cabeceou para fora.
As equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa e o Corinthians quase empatou aos 2 minutos, não fosse por excelente defesa de Rogério Ceni. O capitão tricolor espalmou para escanteio um desvio à queima-roupa de Jorge Henrique, após cruzamento da esquerda de Fábio Santos.
100º gol foi marcado no Corinthians
O panorama da partida seguiu o mesmo - Corinthians com a bola, São Paulo no contra-ataque - até que, aos 8 minutos, veio o momento que a torcida do clube do Morumbi esperava. Fernandinho sofreu falta na entrada da área e Rogério Ceni partiu para a cobrança. Sem sentir a pressão, o goleiro acertou o ângulo de Júlio César, marcando seu primeiro gol de falta contra o rival alvinegro, ampliando a vantagem são-paulina para 2 a 0 e chegando a 100 gols em sua carreira.
As expulsões e a falta de controle emocional dos jogadores do Timão
Vendo que o Corinthians ainda tinha dificuldades para criar chances apesar da posse de bola, Tite trocou os inoperantes Morais e Jorge Henrique por Ramírez e Willian. Pouco depois, porém, o técnico corintiano "ganhou" um problema: Alessandro deu entrada forte em Dagoberto e recebeu o cartão vermelho direto do árbitro Guilherme Ceretta de Lima.
Quando a situação parecia mais complicada para o time alvinegro, Dentinho diminuiu. Aos 22 minutos, o atacante recebeu a bola em cobrança rápida de falta e finalizou rasteiro de fora da área, vencendo Rogério Ceni. Já no minuto seguinte, Dagoberto fez falta por trás, recebeu o segundo amarelo e também acabou expulso de campo, deixando os dois times com dez jogadores.
O jogo seguiu muito nervoso e a igualdade numérica entre as equipes durou pouco. Aos 28 minutos, Dentinho chutou Rodrigo Souto após disputa de bola e também foi expulso. Apesar de contar com apenas nove atletas em campo, o Corinthians se lançou à frente como pôde para tentar o empate: aos 33 minutos, Ramírez cruzou da direita, Liedson mergulhou para cabecear e Rogério defendeu firme no meio do gol.
Com o time corintiano todo em busca do empate, o São Paulo voltou a explorar os contra-ataques e quase definiu o jogo aos 42 minutos: Jean fez ótima jogada individual e concluiu para excelente defesa de Júlio César. Os últimos minutos foram muito movimentados - com direito a bicicleta de Liedson defendida por Ceni - mas o placar não se mexeu mais e confirmou o fim do tabu que já durava quatro anos.
Ficha Técnica - São Paulo 2 x 1 Corinthians
Gols: São Paulo: Dagoberto, aos 39 minutos do 1º tempo, e Rogério Ceni, aos 8 minutos do 2º tempo/ Corinthians: Dentinho, aos 22min do 2º tempo
São Paulo: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Ilsinho (Marlos), Jean, Rodrigo Souto (Casemiro) e Carlinhos Paraíba; Dagoberto e Fernandinho (Rivaldo). Técnico: Paulo César Carpegiani
Corinthians: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Danilo); Ralf e Paulinho; Dentinho, Morais (Ramírez) e Jorge Henrique (Willian); Liedson. Técnico: Tite
Cartões amarelos: São Paulo: Dagoberto, Rogério Ceni, Júnior César, Ilsinho e Rhodolfo/ Corinthians: Jorge Henrique
Cartões vermelhos: São Paulo: Dagoberto/ Corinthians: Alessandro e Dentinho
Parabéns a Rogério Ceni! Parabéns ao São Paulo! Parabéns ao equilíbrio de forças dentro do Campeonato Paulista 2011!
Crédito da foto: Terra
Clique no link abaixo e confira um dos momentos mais importantes da história do futebol brasileiro em todos os tempos:
O centésimo gol de Rogério Ceni, goleiro do São Paulo FC
Imagens: youtube/ Rede Globo
quinta-feira, 17 de março de 2011
Liga dos Campeões da UEFA: Bayern x Inter (e que volta!)
Mais uma vez conto com a inestimável ajuda e o auxílio do Lucas Ayres que acompanhou a partida entre a equipe do Bayern de Munique e a Internazionale de Milão pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões de UEFA (terça-feira, 15/03/2011). Ele garante que foi mesmo um jogaço: 3 x 2 para o time da torcida italiana. Confira a sua análise do que foi mais este confronto entre duas grandes forças do futebol europeu da atualidade!
Texto de Lucas Ayres:
Em mais uma partida da rodada de volta das oitavas-de-final da Uefa Champions League, Bayern de Munique e Inter de Milão se enfrentaram na Alemanha.
No primeiro jogo, vitoria dos alemães, que foram à Itália e venceram por 1 a 0 com um gol nos minutos finais.
O time bávaro, apoiado por mais de 60 mil torcedores foi escalado pelo técnico Louis Van Gaal no tradicional 4-2-3-1, com três meias ofensivos e com os brasileiros Breno e Luiz Gustavo ( zagueiro e volante, respectivamente) no time titular.
Já o time do técnico Leonardo foi a campo num esquema diferente do jogo passado: 4-3-1-2, com o meia holandês Sjneider servindo a dupla de ataque formada por Eto’o e Pandev. Foram quatro brasileiros no time titular e um no banco de reservas.
Antes que qualquer analise pudesse ser feita, a Inter abriu o placar com Eto’o, que recebeu, impedido, bom lançamento de Pandev na área e tocou para as redes. Foi o oitavo gol do atacante na competição.
Mesmo com o gol, o time da casa não se desesperou: manteve a mesma estratégia, tocando bola com velocidade no campo ofensivo, enquanto o time visitante recuava e chamava o ataque adversário até sua área.
Com seus principais jogadores, os meias Robben e Ribéry bem marcados, o Bayern avançava com bolas alçadas na área. A Inter, antes fechada, se soltava e se aproximava do gol.
Ainda assim os muniquenses conseguiram marcar. No único momento em que esteve livre, o holandês Robben fez sua eficiente jogada característica: levou pela direita, cortou para o meio e bateu com efeito. O goleiro Júlio César, assim como no primeiro jogo, deu rebote, aproveitado (assim como no primeiro jogo) pelo atacante Mario Gomez, que empatou o jogo.
A partir daí, o meia Robben mudou o jogo. Movimentou-se, driblou, tabelou e abriu espaços para seu time. Foi dele a jogada do gol da virada, na qual fez um passe mal cortado pela defesa adversária e a bola sobrou nos pés do jovem atacante Müller, que toucou na saída do goleiro.
No ritmo de seu craque e com uma torcida ensandecida, os anfitriões foram para cima e quase ampliaram o placar, esbarrando na própria incompetência das finalizações, numa das melhores atuações do time na temporada, mesmo que por 30 minutos.
Enganaram-se quem pensou que o ritmo cairia no segundo tempo. Os muniquenses voltaram a campo com a mesma pegada, ameaçando o gol dos milaneses.
Para tentar mudar a situação, o técnico Leonardo trocou o volante servo Stankovic pelo meia brasileiro Philippe Coutinho, mudando o esquema do time para o 4-2-3-1, semelhante ao do time adversário.
A mudança tardou a fazer efeito e os alemães continuaram pressionando, contidos pela boa defesa italiana, que voltou mais organizada para a etapa final. Quando fez efeito, foi eficiente: troca de passes entre os meias e a bola chegou em Eto’o, que ajeitou para Sjneider, que bateu forte da entrada da área para empatar o placar.
O Bayern sentiu o gol. Robben saiu para entrada do meia turco Altintop e o time fechou-se no campo defensivo, já que ainda tinha vantagem ( apenas a derrota o desclassificaria).
A partir daí o jogo ficou muito bom. Ataque e contra-ataque. A Inter atacava com muita movimentação de seus três meias, bem marcados, enquanto os bávaros respondiam em contra-ataques puxados por Ribéry.
Chegando o fim do jogo, o time da casa abdicou do ataque. O experiente zagueiro Van Buyten deu lugar ao jovem Badstuber, da mesma posição. Os visitantes trocaram o lateral romeno Chivu pelo japonês Nagatomo.
Se o toque de bola da Inter não surtiu efeito, o jeito foi a “ligação direta” (palavra chique para chutão). Balão da defesa para o ataque e o camaronês Eto’o (sempre ele) ,depois de percorrer a área adversária inteira, ajeitou para a chegada de Pandev, que fuzilou o ângulo direito do goleiro Kraft, aos 42 minutos.
O meia Kharja entrou para ganhar tempo para os Nerazzuri e o meia Toni Kroos para fazer um milagre para os bávaros, o que não aconteceu.
Placar final, 3 a 2 para La Grande Inter, que se classificou heroicamente num jogaço, marcado bela belíssima atuação do meia Robben e pelo poder de decisão do atacante Eto’o.
Por Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".
Clique no link abaixo e confira os gols deste emocionante duelo da Liga dos Campeões da UEFA.
Bayer de Munique 2 x 3 Inter de milão (15/03/11) Liga dos Campeões
Crédito das imagens: ESPN.com.br
Texto de Lucas Ayres:
Em mais uma partida da rodada de volta das oitavas-de-final da Uefa Champions League, Bayern de Munique e Inter de Milão se enfrentaram na Alemanha.
No primeiro jogo, vitoria dos alemães, que foram à Itália e venceram por 1 a 0 com um gol nos minutos finais.
O time bávaro, apoiado por mais de 60 mil torcedores foi escalado pelo técnico Louis Van Gaal no tradicional 4-2-3-1, com três meias ofensivos e com os brasileiros Breno e Luiz Gustavo ( zagueiro e volante, respectivamente) no time titular.
Já o time do técnico Leonardo foi a campo num esquema diferente do jogo passado: 4-3-1-2, com o meia holandês Sjneider servindo a dupla de ataque formada por Eto’o e Pandev. Foram quatro brasileiros no time titular e um no banco de reservas.
Antes que qualquer analise pudesse ser feita, a Inter abriu o placar com Eto’o, que recebeu, impedido, bom lançamento de Pandev na área e tocou para as redes. Foi o oitavo gol do atacante na competição.
Mesmo com o gol, o time da casa não se desesperou: manteve a mesma estratégia, tocando bola com velocidade no campo ofensivo, enquanto o time visitante recuava e chamava o ataque adversário até sua área.
Com seus principais jogadores, os meias Robben e Ribéry bem marcados, o Bayern avançava com bolas alçadas na área. A Inter, antes fechada, se soltava e se aproximava do gol.
Ainda assim os muniquenses conseguiram marcar. No único momento em que esteve livre, o holandês Robben fez sua eficiente jogada característica: levou pela direita, cortou para o meio e bateu com efeito. O goleiro Júlio César, assim como no primeiro jogo, deu rebote, aproveitado (assim como no primeiro jogo) pelo atacante Mario Gomez, que empatou o jogo.
A partir daí, o meia Robben mudou o jogo. Movimentou-se, driblou, tabelou e abriu espaços para seu time. Foi dele a jogada do gol da virada, na qual fez um passe mal cortado pela defesa adversária e a bola sobrou nos pés do jovem atacante Müller, que toucou na saída do goleiro.
No ritmo de seu craque e com uma torcida ensandecida, os anfitriões foram para cima e quase ampliaram o placar, esbarrando na própria incompetência das finalizações, numa das melhores atuações do time na temporada, mesmo que por 30 minutos.
Enganaram-se quem pensou que o ritmo cairia no segundo tempo. Os muniquenses voltaram a campo com a mesma pegada, ameaçando o gol dos milaneses.
Para tentar mudar a situação, o técnico Leonardo trocou o volante servo Stankovic pelo meia brasileiro Philippe Coutinho, mudando o esquema do time para o 4-2-3-1, semelhante ao do time adversário.
A mudança tardou a fazer efeito e os alemães continuaram pressionando, contidos pela boa defesa italiana, que voltou mais organizada para a etapa final. Quando fez efeito, foi eficiente: troca de passes entre os meias e a bola chegou em Eto’o, que ajeitou para Sjneider, que bateu forte da entrada da área para empatar o placar.
O Bayern sentiu o gol. Robben saiu para entrada do meia turco Altintop e o time fechou-se no campo defensivo, já que ainda tinha vantagem ( apenas a derrota o desclassificaria).
A partir daí o jogo ficou muito bom. Ataque e contra-ataque. A Inter atacava com muita movimentação de seus três meias, bem marcados, enquanto os bávaros respondiam em contra-ataques puxados por Ribéry.
Chegando o fim do jogo, o time da casa abdicou do ataque. O experiente zagueiro Van Buyten deu lugar ao jovem Badstuber, da mesma posição. Os visitantes trocaram o lateral romeno Chivu pelo japonês Nagatomo.
Se o toque de bola da Inter não surtiu efeito, o jeito foi a “ligação direta” (palavra chique para chutão). Balão da defesa para o ataque e o camaronês Eto’o (sempre ele) ,depois de percorrer a área adversária inteira, ajeitou para a chegada de Pandev, que fuzilou o ângulo direito do goleiro Kraft, aos 42 minutos.
O meia Kharja entrou para ganhar tempo para os Nerazzuri e o meia Toni Kroos para fazer um milagre para os bávaros, o que não aconteceu.
Placar final, 3 a 2 para La Grande Inter, que se classificou heroicamente num jogaço, marcado bela belíssima atuação do meia Robben e pelo poder de decisão do atacante Eto’o.
Por Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".
Clique no link abaixo e confira os gols deste emocionante duelo da Liga dos Campeões da UEFA.
Bayer de Munique 2 x 3 Inter de milão (15/03/11) Liga dos Campeões
Crédito das imagens: ESPN.com.br
terça-feira, 15 de março de 2011
Liga dos Campeões da UEFA: Barcelona x Arsenal (a volta!)
Lucas Ayres também está de volta! É dele mais uma vez, a análise da partida entre Barcelona e Arsenal, segundo e decisivo confronto nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA, realizado em plena terça-feira "gorda" de Carnaval (08/03/2011). Mais uma aula de futebol de uma das melhores escolas do esporte na atualidade, o time do Barcelona, evidentemente. Confira!
Texto de Lucas Ayres:
Mais uma partida encerrada pela UEFA Champions League. O confronto entre Barcelona e Arsenal, no Camp Nou, valeu pela rodada de volta das oitavas-de-final.
A primeira partida, na Inglaterra, terminou com a vitoria dos anfitriões por 2 a 1. Desse modo os Gunners foram a jogo de volta por um empate.
Na Espanha, o time da casa foi ao jogo no seu tradicional 4-3-3, com um miolo de zaga improvisado, com os brasileiros Daniel Alves e Adriano nas laterais e ainda Maxwell no banco além do perigosíssimo ataque formado por Pedro, Messi e Vila.
Os visitantes, com a vantagem, foram num esquema cauteloso, 4-4-1-1, liderado pelo meia espanhol Fábregas. O volante brasileiro Denílson ficou como opção no banco do técnico do time, Arsène Wenger.
No primeiro tempo, o Arsenal foi com uma estratégia defensiva diferente: fechou o meio, para marcar o temido setor de criação do Barcelona, deixando os lados do campo livres.
Esse é o único destaque do time inglês no primeiro tempo. Recuado, foi facilmente dominado pelo time espanhol, que por sua vez não foi muito criativo, devido à forte marcação nos meias Xavi Hernández e Iniesta, impedindo o atacante argentino Messi de receber a bola em boas condições.
Sem espaço no meio, o time da casa apostou em seus laterais. Livres e avançados, chegavam facilmente à entrada da área adversária, mas não conseguiam fazer o último passe. Em compensação a equipe recuperava rapidamente a bola, ainda no campo ofensivo, anulando os contra-ataques rivais.
O goleiro Sceszny machucou-se, e deu lugar ao experiente goleiro Almunia, pelos visitantes.
O jogo seguiu assim até o fim do tempo regulamentar. Mas nos acréscimos o Barça abriu o placar. Em (mais uma) roubada de bola, a redonda sobrou nos pés de Andrés Iniesta, que deu belo passe para Lionel Messi que com toda sua categoria, tocou por cima do goleiro, e completou para o gol com a canhota. Um golaço, digno de toda a habilidade de quem o fez.
O jogo voltou ainda melhor no segundo tempo. O Arsenal procurou ocupar o inabitado campo de defesa adversário, dando espaço para o mesmo, que continuou dominando o jogo. Mesmo assim o time conseguiu empatar o jogo: em cobrança venenosa de escanteio pela esquerda, Busquets desviou para o próprio gol.
O time de Londres voltou a se fechar, esperando o ataque rival. Quando a equipe ameaçava uma virada, o atacante holandês Van Persie foi expulso, num lance polemico, freando qualquer pretensão ofensiva do time inglês.
Com um a mais, o Barcelona conseguiu jogar com seus meias e passou a rondar a área adversária, usando principalmente os laterais para tabelar com os homens de frente.
Mesmo assim, o time do técnico Arsène Wenger continuou com a mesma estratégia defensiva, fechando o meio. E foi exatamente por aí que Iniesta arrancou, tocou para Vila, que deixou Xavi na frente gol para desempatar o jogo para o time do técnico Pepe Guardiola.
Mal deu tempo dos ingleses pensarem em reagir que os espanhóis aumentaram a conta. Daniel Alves recebeu belo lançamento da direita, tocou para Xavi que rolou de primeira para Pedro, que caiu na área. O juiz marcou o pênalti, muito contestado pelos adversários, muito bem convertido por Messi (na foto ao lado).
A partir daí o time azul-grená passou a prender a bola, rodar o jogo e manter-se no campo ofensivo. O meia holandês Afellay entrou no lugar do espanhol Vila, e deu mas velocidade ao time.
O time alvirrubro continuava buscando o gol, já que um 3 a 2 classificaria a equipe. Para isso promoveu a entrada dos atacantes Arshavin e Bendtner nos lugares dos meias Fábregas e Rosický, apagados.
A mudança quase deu certo. O passe errado de Adriano (que depois deu lugar à Maxwell) chegou aos pés de Bendtner, que dominou mal, e foi travado por Mascherano (que saiu para a entrada de Keita), no meio da área.
O placar manteu-se: 3 a 1. O Barcelona se classificou as quartas-de-final, em um jogo marcado por lances polêmicos e lances belíssimos. Mais um ótimo jogo na conta da competitiva Liga dos Campeões da Europa.
E quem consegue parar o Barcelona?
Por Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".
Para assistir aos melhores momentos do jogo, clique no link abaixo:
Barcelona x Arsenal
Crédito das Imagens: ESPN.com.br
Texto de Lucas Ayres:
Mais uma partida encerrada pela UEFA Champions League. O confronto entre Barcelona e Arsenal, no Camp Nou, valeu pela rodada de volta das oitavas-de-final.
A primeira partida, na Inglaterra, terminou com a vitoria dos anfitriões por 2 a 1. Desse modo os Gunners foram a jogo de volta por um empate.
Na Espanha, o time da casa foi ao jogo no seu tradicional 4-3-3, com um miolo de zaga improvisado, com os brasileiros Daniel Alves e Adriano nas laterais e ainda Maxwell no banco além do perigosíssimo ataque formado por Pedro, Messi e Vila.
Os visitantes, com a vantagem, foram num esquema cauteloso, 4-4-1-1, liderado pelo meia espanhol Fábregas. O volante brasileiro Denílson ficou como opção no banco do técnico do time, Arsène Wenger.
No primeiro tempo, o Arsenal foi com uma estratégia defensiva diferente: fechou o meio, para marcar o temido setor de criação do Barcelona, deixando os lados do campo livres.
Esse é o único destaque do time inglês no primeiro tempo. Recuado, foi facilmente dominado pelo time espanhol, que por sua vez não foi muito criativo, devido à forte marcação nos meias Xavi Hernández e Iniesta, impedindo o atacante argentino Messi de receber a bola em boas condições.
Sem espaço no meio, o time da casa apostou em seus laterais. Livres e avançados, chegavam facilmente à entrada da área adversária, mas não conseguiam fazer o último passe. Em compensação a equipe recuperava rapidamente a bola, ainda no campo ofensivo, anulando os contra-ataques rivais.
O goleiro Sceszny machucou-se, e deu lugar ao experiente goleiro Almunia, pelos visitantes.
O jogo seguiu assim até o fim do tempo regulamentar. Mas nos acréscimos o Barça abriu o placar. Em (mais uma) roubada de bola, a redonda sobrou nos pés de Andrés Iniesta, que deu belo passe para Lionel Messi que com toda sua categoria, tocou por cima do goleiro, e completou para o gol com a canhota. Um golaço, digno de toda a habilidade de quem o fez.
O jogo voltou ainda melhor no segundo tempo. O Arsenal procurou ocupar o inabitado campo de defesa adversário, dando espaço para o mesmo, que continuou dominando o jogo. Mesmo assim o time conseguiu empatar o jogo: em cobrança venenosa de escanteio pela esquerda, Busquets desviou para o próprio gol.
O time de Londres voltou a se fechar, esperando o ataque rival. Quando a equipe ameaçava uma virada, o atacante holandês Van Persie foi expulso, num lance polemico, freando qualquer pretensão ofensiva do time inglês.
Com um a mais, o Barcelona conseguiu jogar com seus meias e passou a rondar a área adversária, usando principalmente os laterais para tabelar com os homens de frente.
Mesmo assim, o time do técnico Arsène Wenger continuou com a mesma estratégia defensiva, fechando o meio. E foi exatamente por aí que Iniesta arrancou, tocou para Vila, que deixou Xavi na frente gol para desempatar o jogo para o time do técnico Pepe Guardiola.
Mal deu tempo dos ingleses pensarem em reagir que os espanhóis aumentaram a conta. Daniel Alves recebeu belo lançamento da direita, tocou para Xavi que rolou de primeira para Pedro, que caiu na área. O juiz marcou o pênalti, muito contestado pelos adversários, muito bem convertido por Messi (na foto ao lado).
A partir daí o time azul-grená passou a prender a bola, rodar o jogo e manter-se no campo ofensivo. O meia holandês Afellay entrou no lugar do espanhol Vila, e deu mas velocidade ao time.
O time alvirrubro continuava buscando o gol, já que um 3 a 2 classificaria a equipe. Para isso promoveu a entrada dos atacantes Arshavin e Bendtner nos lugares dos meias Fábregas e Rosický, apagados.
A mudança quase deu certo. O passe errado de Adriano (que depois deu lugar à Maxwell) chegou aos pés de Bendtner, que dominou mal, e foi travado por Mascherano (que saiu para a entrada de Keita), no meio da área.
O placar manteu-se: 3 a 1. O Barcelona se classificou as quartas-de-final, em um jogo marcado por lances polêmicos e lances belíssimos. Mais um ótimo jogo na conta da competitiva Liga dos Campeões da Europa.
E quem consegue parar o Barcelona?
Por Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".
Para assistir aos melhores momentos do jogo, clique no link abaixo:
Barcelona x Arsenal
Crédito das Imagens: ESPN.com.br
quinta-feira, 3 de março de 2011
De Ministrinho a Michael Jackson
O Palmeiras, ao longo de sua história, sempre teve atacantes rápidos, irreverentes e habilidosos. Muito lá no passado, o famoso ponta-direita Ministrinho, foi um deles... Nos anos setenta, César Maluco, Leivinha... Mais tarde, uma verdadeira legião de craques: Edu, Edmundo, Picolé, Toninho (catarinense), Evair, Euller, etc.
Mas, agora, parece que chegou a hora e a vez, de Adriano "Michael Jackson", contratado frente ao Bahia, e que tem barbarizado contra as defesas adversárias nos jogos desta semana que antecede o Carnaval 2011. Marcou um gol contra o São Paulo FC, no clássico do Paulistão, realizado no domingo, e agora mais quatro contra a fraca equipe do Comercial - PI, pela Copa do Brasil 2011, nesta quarta-feira à noite (3/3/2011). O placar foi de 5 a 1 para o Palmeiras.
Cada um deles, comemorado com a famosa dancinha, ao estilo "Michael Jackson". Que os deuses do futebol o iluminem e que ele continue assim. Já são seis gols marcados, desde o começo do ano!
Principais lances do jogo no Primeiro Tempo
No início da partida, o Palmeiras abusou das jogadas pelos lados do campo. Ora com Gabriel Silva, ora com Cicinho, o Palmeiras encurralou o Comercial nos primeiros 20 minutos de jogo. Na melhor chance do Alviverde até então, Tinga e Valdivia tabelaram, e o chileno ficou cara a cara com Neto, mas perdeu o gol, logo a 6 minutos.
Sete minutos depois, Marcos Assunção cobrou falta fechada, Neto defendeu e, no rebote, Kléber se embolou com a zaga piauiense.
Mas o Comercial mostrou que não veio à São Paulo somente à passeio. Aos 8 e aos 26 minutos, a equipe do Piauí chegou com liberdade à área palmeirense, mas nas duas vezes o bandeirinha Marcelo Bertanha Parisson assinalou impedimento. No primeiro lance, equivocadamente.
O Palmerias teve uma baixa aos 25 minutos, quando Kléber sofreu lesão na coxa direita e deixou o time para entrada de Luan. O camisa 21 entrou em campo com disposição e participou de dois bons lances aos 28 e aos 34 minutos.
Sem o Gladiador, sobrou até para o zagueiro Danilo carimbar a trave do goleiro do Bode e animar a torcida presente no Pacaembu, já nos minutos finais da primeira etapa.
Show de Michael Jackson
No segundo tempo, o Verdão começou disposto a mudar o panorama da partida. Logo a 6 minutos, Adriano "Michael Jackson" ficou cara a cara com Neto e foi derrubado por Rafael. Cartão vermelho para o zagueiro do Bode e pênalti para o Verdão. Sem muita empolgação, Valdivia foi para a cobrança e bateu fraco no canto direito do goleiro piauiense.
Cinco minutos mais tarde, o árbitro Márcio Chagas da Silva lembrou que Evandro, que já tinha cartão amarelo desde o primeiro tempo, deveria ser expulso após falta em Cicinho, e assim o fez. Foi a segunda expulsão no Comercial.
Com dois jogadores a mais, ficou mais fácil para o Verdão deslanchar: em quatro minutos, Adriano marcou duas vezes. Aos 16, após passe de Patrik, e aos 20, depois de cruzamento na medida de Marcos Assunção.
O Bode descontou em contra-ataque mortal, que Binha aproveitou, aos 27 minutos.
Mas Adriano "Michael Jackson", mais uma vez, tratou de acabar com o clima ruim no Pacaembu. Em três minutos, ele botou mais dois gols na conta. E os dois foram de cabeça, aos 32 e aos 34 minutos. Assim, com dancinha e tudo, Adriano finalizou sua noite de show: quatro gols em uma só partida.
E tinha mais: quando o atacante iria marcar seu quinto gol no jogo, aos 38 minutos, o goleiro Neto defendeu parcialmente e a bola sobrou para Gabriel Silva dar números finais.
O próximo adversário do Verdão na Copa do Brasil é o Uberaba (MG), em partida (a de ida) a ser disputada no dia 16 ou 30 de março. Pelo Paulistão 2011, o Verdão enfrentará o Santo André no próximo sábado, no Pacaembu.
Ficha Técnica:
Palmeiras 5 x 1 Comercial - PI
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 2/3/2011 às 21h50
Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Parisson (RS) e Tatiana Jacques de Freitas (RS)
Renda/público: R$ 134.461,00/ 3.509 pagantes
Cartões amarelos: Marcos Assunção, Cicinho, Thiago Heleno (PAL); Evandro, Izael, Tiaguinho (COM)
Cartões vermelhos: Rafael, 6'/2ºT (COM); Evandro, 11'/2ºT (COM)
GOLS: Adriano, 16'/2ºT (1-0); Adriano, 20'/2ºT (2-0); Binha, 27'/2ºT (2-1); Adriano, 32'/2ºT (3-1); Adriano, 34'/2ºT (4-1); Gabriel Silva, 38'/2ºT (5-1)
Palmeiras: Deola, Cicinho (Patrik, 15'/2ºT), Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Chico, 21'/2ºT), Tinga e Valdivia; Kleber (Luan, 25'/1ºT) e Adriano. Técnico: Felipão.
Comercial: Neto, Barata, Junior Soares, Rafael e Tiaguinho; Ivanzinho, Fred, Evandro e Izael (Binha, 18'/2ºT); Tony (Paulinho, 42'/2ºT) e Zé Rodrigues (Bizerra, 13'/2ºT). Técnico: Anibal Lemos.
Fotos: Agência Estado e Gravadora EPIC/ Legacy (imagens de divulgação)
Mas, agora, parece que chegou a hora e a vez, de Adriano "Michael Jackson", contratado frente ao Bahia, e que tem barbarizado contra as defesas adversárias nos jogos desta semana que antecede o Carnaval 2011. Marcou um gol contra o São Paulo FC, no clássico do Paulistão, realizado no domingo, e agora mais quatro contra a fraca equipe do Comercial - PI, pela Copa do Brasil 2011, nesta quarta-feira à noite (3/3/2011). O placar foi de 5 a 1 para o Palmeiras.
Cada um deles, comemorado com a famosa dancinha, ao estilo "Michael Jackson". Que os deuses do futebol o iluminem e que ele continue assim. Já são seis gols marcados, desde o começo do ano!
Principais lances do jogo no Primeiro Tempo
No início da partida, o Palmeiras abusou das jogadas pelos lados do campo. Ora com Gabriel Silva, ora com Cicinho, o Palmeiras encurralou o Comercial nos primeiros 20 minutos de jogo. Na melhor chance do Alviverde até então, Tinga e Valdivia tabelaram, e o chileno ficou cara a cara com Neto, mas perdeu o gol, logo a 6 minutos.
Sete minutos depois, Marcos Assunção cobrou falta fechada, Neto defendeu e, no rebote, Kléber se embolou com a zaga piauiense.
Mas o Comercial mostrou que não veio à São Paulo somente à passeio. Aos 8 e aos 26 minutos, a equipe do Piauí chegou com liberdade à área palmeirense, mas nas duas vezes o bandeirinha Marcelo Bertanha Parisson assinalou impedimento. No primeiro lance, equivocadamente.
O Palmerias teve uma baixa aos 25 minutos, quando Kléber sofreu lesão na coxa direita e deixou o time para entrada de Luan. O camisa 21 entrou em campo com disposição e participou de dois bons lances aos 28 e aos 34 minutos.
Sem o Gladiador, sobrou até para o zagueiro Danilo carimbar a trave do goleiro do Bode e animar a torcida presente no Pacaembu, já nos minutos finais da primeira etapa.
Show de Michael Jackson
No segundo tempo, o Verdão começou disposto a mudar o panorama da partida. Logo a 6 minutos, Adriano "Michael Jackson" ficou cara a cara com Neto e foi derrubado por Rafael. Cartão vermelho para o zagueiro do Bode e pênalti para o Verdão. Sem muita empolgação, Valdivia foi para a cobrança e bateu fraco no canto direito do goleiro piauiense.
Cinco minutos mais tarde, o árbitro Márcio Chagas da Silva lembrou que Evandro, que já tinha cartão amarelo desde o primeiro tempo, deveria ser expulso após falta em Cicinho, e assim o fez. Foi a segunda expulsão no Comercial.
Com dois jogadores a mais, ficou mais fácil para o Verdão deslanchar: em quatro minutos, Adriano marcou duas vezes. Aos 16, após passe de Patrik, e aos 20, depois de cruzamento na medida de Marcos Assunção.
O Bode descontou em contra-ataque mortal, que Binha aproveitou, aos 27 minutos.
Mas Adriano "Michael Jackson", mais uma vez, tratou de acabar com o clima ruim no Pacaembu. Em três minutos, ele botou mais dois gols na conta. E os dois foram de cabeça, aos 32 e aos 34 minutos. Assim, com dancinha e tudo, Adriano finalizou sua noite de show: quatro gols em uma só partida.
E tinha mais: quando o atacante iria marcar seu quinto gol no jogo, aos 38 minutos, o goleiro Neto defendeu parcialmente e a bola sobrou para Gabriel Silva dar números finais.
O próximo adversário do Verdão na Copa do Brasil é o Uberaba (MG), em partida (a de ida) a ser disputada no dia 16 ou 30 de março. Pelo Paulistão 2011, o Verdão enfrentará o Santo André no próximo sábado, no Pacaembu.
Ficha Técnica:
Palmeiras 5 x 1 Comercial - PI
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 2/3/2011 às 21h50
Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Parisson (RS) e Tatiana Jacques de Freitas (RS)
Renda/público: R$ 134.461,00/ 3.509 pagantes
Cartões amarelos: Marcos Assunção, Cicinho, Thiago Heleno (PAL); Evandro, Izael, Tiaguinho (COM)
Cartões vermelhos: Rafael, 6'/2ºT (COM); Evandro, 11'/2ºT (COM)
GOLS: Adriano, 16'/2ºT (1-0); Adriano, 20'/2ºT (2-0); Binha, 27'/2ºT (2-1); Adriano, 32'/2ºT (3-1); Adriano, 34'/2ºT (4-1); Gabriel Silva, 38'/2ºT (5-1)
Palmeiras: Deola, Cicinho (Patrik, 15'/2ºT), Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Chico, 21'/2ºT), Tinga e Valdivia; Kleber (Luan, 25'/1ºT) e Adriano. Técnico: Felipão.
Comercial: Neto, Barata, Junior Soares, Rafael e Tiaguinho; Ivanzinho, Fred, Evandro e Izael (Binha, 18'/2ºT); Tony (Paulinho, 42'/2ºT) e Zé Rodrigues (Bizerra, 13'/2ºT). Técnico: Anibal Lemos.
Fotos: Agência Estado e Gravadora EPIC/ Legacy (imagens de divulgação)
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