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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Liga dos Campeões da UEFA - Manchester 2 x 1 Chelsea


Infelizmente sem tempo para acrescentar algum dado a mais, para uma análise já tão elaborada e profunda. Seguindo com pressa para mais um seminário do Professor Reinaldo Passadori, o dia inteiro (14/4/2011), sobre Comunicação Corporativa e Verbal - As 7 Dimensões da Comunicação, lá na ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Por isso, acompanhe mais um texto de Lucas Ayres sobre o embate entre Manchester e Chelsea, clássico britânico pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA. Jogo disputado na segunda- feira (12/4/2011). Confesso que até já gravei a partida...

Texto de Lucas Ayres:

Manchester United e Chelsea se enfrentaram no estádio Old Trafford, na Inglaterra. O confronto valeu pela rodada de volta das quartas-de-final da Uefa Champions League.


No jogo de ida, vitória do Manchester por 1 a 0 na casa do rival, no estádio Stamford Bridge, em Londres.

Um empate ou qualquer vitória bastavam para o United se classificar. Já o Chelsea necessitava de uma vitória simples para levar a partida para a prorrogação ou acima disso para classificar- se diretamente.

O time da casa foi a campo no seu tradicionalíssimo 4-4-2 com os meias bem abertos, em linha com os volantes. O meia galês Ryan Giggs, jogador que mais atuou pelo clube, armava o time, com um posicionamento diferente, mais recuado. O inglês Wayne Rooney, que cumpre suspensão na liga inglesa, comandou o ataque da equipe.

Os visitantes foram escalados no sistema 4-3-3 que variava constantemente para um 4-1-3-2 quando o francês Malouda, escalado como ponta esquerda, voltava ao meio campo e formava uma linha de armadores com Lampard e Ramires, sustentados pelo volante Essien, formando um tripé na intermediaria.

O primeiro tempo foi tenso e alternou-se em duas situações: a primeira quando a marcação do Manchester subia o campo, forçando a defesa adversária a dar chutões, praticamente entregando a bola aos Diabos Vermelhos, que davam a saída e passavam a rodar a bola; a segunda situação se dava quando o Chelsea acertava sua saída de bola e seus meias conseguiam trabalhá-la, levando os adversários a recuar e buscar os contra-ataques.

Destaque para o grande respeito entre as equipes. Quando um atacava, o outro voltava inteiramente ao campo defensivo. Além disso, o time com a posse de bola não forçava as jogadas, claramente com medo de errar.

Ao fim do primeiro tempo, as duas equipes pareciam aceitar o resultado. Eis que os anfitriões criaram uma terceira situação: a bola parada.

O cruzamento na área dos Blues foi afastado, mas os Red Devils mantiveram a pressão e a bola chegou à direita a Giggs, que levou para a área e cruzou rasteiro. O atacante mexicano “Chicharito” Hernández completou no segundo pau, abrindo o placar.

Para o segundo tempo, o Chelsea precisava virar. Para tanto, o técnico Carlo Ancelotti promoveu a entrada do atacante marfinense Drogba no lugar do companheiro de posição Fernando Torres, apagado na primeira etapa.

A substituição acarretou uma mudança do esquema da equipe para um 4-3-2-1, puxando o coringa Malouda e Ramires para a linha de volantes, juntando o atacante Anelka com Lampard na armação e Drogba enfiado na área.

O time de Londres passou a dominar o jogo, mas era pouco incisivo. Ancelotti tentouc ontornar a situação substituindo Anelka pelo veloz atacante Kalou.

As substituições mal tinham ocorrido e mais um revés para a lista dos “Pensioners”: Ramires, após entrada por trás em Nani, tomou o segundo amarelo e foi expulso.

O técnico Alex Ferguson colocou Valencia no lugar de Nani, armando o time para contra-ataques.

Quando as coisas pareciam ir de mal a pior, o time londrino reagiu. Bom lançamento de Essien para Drogba, que avançou à área e bateu no contrapé do goleiro Van der Sar e empatou o placar.

Porém, a torcida do Manchester nem precisou se preocupar. Saída de bola no meio campo e uma jogada veloz levou a bola a Giggs, que achou o sul coreano Park sozinho na área que completou para o fundo das redes.

O gol praticamente matou as pretensões do Chelsea na partida, que ainda contou com a entrada do português Paulo Ferreira no lugar do zagueiro brasileiro Alex, que voltava de lesão.

Partida encerrada, o United classificou-se com todos os méritos jogando um futebol sólido apoiado, principalmente, no “Mr. Manchester” Ryan Giggs.


Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".
 
 
 
 
Confira os melhores momentos do jogo, clicando no link abaixo:
 
Manchester United 2 x 1 Chelsea - Liga dos Campeões - 12.04.2011
 
Créditos das imagens: France Press e youtube (ESPN.com.br)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Liga dos Campeões da UEFA - Real Madrid x Tottenham Hotspur (Uma chuva de gols)

Vamos acompanhar mais uma análise, sempre ponderada e crítica, do Lucas Ayres, que acompanha com toda a atenção, as partidas desta fase decisiva da Liga dos Campeões da UEFA. Desta vez, o confronto escolhido foi entre o Real Madrid e o Tottenham Hotspur. O jogo aconteceu na última terça-feira (05/04/2011). Veja só...

Texto de Lucas Ayres:

Real Madrid e Tottenham Hotspur se enfrentaram no estádio Santiago Bernabéu, na Espanha. O jogo valeu pela rodada de ida das quartas-de-final da Uefa Champions League.

Os dois times vieram de situações similares: ambos sem pretensões em suas ligas, ambos contaram com a volta de seus principais jogadores, Ronaldo e Bale (Real e Tottenham, respectivamente) e ambos têm números de desempenho do campeonato similares, com 19 gols e media de 55% de posse de bola.

O time da casa foi com força máxima no seu tradicional 4-2-3-1, com Cristiano Ronaldo, no meio, pela esquerda e o togolês Adebayor no comando de ataque. O lateral-esquerdo Marcelo no time titular e o meia Kaká no banco foram os brasileiros da equipe.

A grande mudança foi no time visitante. Originalmente num 4-4-1-1, teve a baixa do meia-atacante Lennon, que sentiu dores ainda no aquecimento. O volante Jenas foi a campo no seu lugar, provocando muitas mudanças no time: a estrela do time, Gareth Bale, escalado na esquerda, foi jogar na direita; o meia croata Modric foi para a esquerda e Jenas compôs o meio ao lado de Sandro, que junto ao goleiro Gomes foram os brasileiros do time titular.

As mudanças deixaram o time de Londres desorganizado, dando espaço ao time de Madrid, que começou o jogo marcando forte e pressionando e não tardou a abrir o placar: após cobrança de escanteio pela direita, Adebayor testou firme para o fundo das redes.

Os londrinos sentiram o gol. Nervosos, não tiveram nem tempo para reagir: Peter Crouch foi expulso após entrada violenta no lateral Marcelo, ainda aos 15 minutos do segundo tempo.

A expulsão praticamente acabou com as pretensões ofensivas do time na partida. Em compensação organizou-se melhor no campo, com Bale voltando à esquerda, Jenas abrindo à direita e Modric compôs o meio, melhorando a marcação na intermediaria.

Dos 15 aos 45 minutos do primeiro tempo, o Real Madrid teve controle total do jogo. Porém, o versátil time do técnico José Mourinho não conseguiu bater o sistema defensivo do adversário. Chegou até a dar espaços para contra-ataques puxados pelo badalado galês Bale. O camisa 3 era a única ameaça à defesa dos merengues.

No segundo tempo, o jogo foi diferente. Os ingleses voltaram com o atacante Jermaine Defoe no lugar do isolado meia holandês Van der Vaart (que já passou pelo Real). O experiente jogador atacaria pela direita, abrindo espaços para seus companheiros.

Mas, os galáticos não deram chance para o técnico Henry Redknap testar suas mudanças. O time voltou mais incisivo, aumentou o ritmo de jogo e logo aumentou o placar de novo com Adebayor após bom cruzamento de Marcelo pela esquerda.

O gol acabou com qualquer plano do Tottenham para o jogo. O Real Madrid passou a dominar mais o jogo e podia ampliar o placar a qualquer momento.

Lassana Diarra entrou no lugar de Sami Khedira e deu mais equilíbrio ao meio dos merengues, liberando mais seus jogadores de frente. Mudança eficiente: após boa troca de passes na intermediaria ofensiva, o argentino Dí Maria recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu na entrada na área a bola que foi no ângulo direito do goleiro Gomes. Golaço.

Bassong entrou no lugar de Corluka, machucado, e recompôs a defesa dos visitantes. O time da casa promoveu a entrada dos astros Kaká e Higuaín, voltando de lesões, nos lugares de Dí Maria e Adebayor, que saíram aplaudidos. Cristiano Ronaldo foi jogar na direita, Özil foi para a esquerda e Kaká centralizou no meio campo. Higuaín ficou dentro da área.

Ainda no fim do jogo, Kaká deu bela assistência a Cristiano Ronaldo quando cruzou na medida para o português chutar com efeito para o gol. 4 a 0.

Uma vitoria solida e incontestável ajudada pelo atacante Peter Crouch, que praticamente selou a passagem do time de Madrid para as semifinais. Quanto ao time de Londres, o técnico desabafou: 'Temos uma montanha para escalar, mas tentaremos". Espero.



Por Lucas Ayres, especial para "No campo de jogo".




Crédito das imagens: UEFA Champions League/ SporTV/ Youtube

Confira os melhores momentos da partida, clicando no link abaixo:

Real Madrid 4 x 0 Tottenham - 05/04/11 - UEFA Champions League - Liga dos Campeões

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Marca do Goleiro-artilheiro e o fim do tabu

Um domingo para que nenhum são-paulino se esqueça da data. 27 de março de 2011... O dia do centésimo gol marcado por Rogério Ceni. O final de um intragável jejum de vitórias em cima do Sport Club Corinthians Paulista, o clube mais paparicado do momento pela imprensa de São Paulo.

Além da quebra da invencibilidade, o resultado pôs o Tricolor na vice-liderança do Campeonato Paulista, com 34 pontos, um a menos que o Palmeiras, que no sábado fez a lição de casa ao bater o Bragantino. O Timão tem a mesma pontuação da equipe do Morumbi, mas caiu para a terceira colocação por ter uma vitória a menos. Pelo estadual, os dois times voltarão a jogar no final de semana. No domingo, o São Paulo receberá o Mirassol no Morumbi. No mesmo dia, a equipe de Parque São Jorge irá a Ribeirão Preto para enfrentar o Botafogo.

A Partida

Paulo César Carpegiani mandou o São Paulo a campo em um 4-4-2 em linha, com o zagueiro Rhodolfo fazendo papel de lateral direito, Jean e Rodrigo Souto como volantes, Ilsinho e Carlinhos Paraíba abertos pelos lados, e Dagoberto e Fernandinho na frente. Do lado corintiano, Tite usou o esquema habitual: Ralf e Paulinho como volantes, Dentinho e Jorge Henrique abertos, Morais centralizado e Liedson isolado na frente.

O clássico começou tenso, com o São Paulo se postando na defesa com duas linhas de marcação. O Corinthians teve mais a bola nos primeiros minutos, mas com as atuações abaixo da média de Jorge Henrique, Morais e Dentinho, não conseguia acionar Liedson na frente. A primeira chance alvinegra veio aos 8 minutos em vacilo de Miranda: Liedson roubou a bola do zagueiro São Paulo, Morais pegou a sobra e chutou, mas Alex Silva cortou no meio do caminho.

Jogando aberto pelo lado esquerdo, Carlinhos Paraíba arriscou de longe aos 9 minutos e mandou para fora; dois minutos depois, após cobrança de escanteio, Jean ficou com a sobra e finalizou de fora da área, mas mandou por cima. A partir daí, o Corinthians voltou a dominar as ações, apesar de não conseguir criar chances graças à eficiente marcação do São Paulo.

Chicão teve a chance de abrir o placar em cobrança de falta do bico da área aos 18 minutos, mas pegou muito mal e mandou por cima do travessão. Defendendo-se bem, o São Paulo tinha dificuldades para encaixar um contra-ataque, com Dagoberto e Fernandinho muito longe do resto da equipe; quem mais recebia bolas era Ilsinho, pela direita, que tentava lances individuais.

Os jogadores de frente do Corinthians passaram a se movimentar mais e, aos 24 minutos, Dentinho deu bom passe para Liedson na área, mas Rogério Ceni saiu bem e cortou a tentativa de drible do artilheiro - porém, o lance já estava parado por impedimento. Sofrendo para acertar passes em profundidade, a equipe do Parque São Jorge arriscou em chutes de longe aos 27 minutos e aos 34 minutos, mas as tentativas dos volantes Ralf e Paulinho erraram o alvo.

Em uma partida com poucas chances claras, o São Paulo enfim conseguiu acertar um contra-ataque aos 39 minutos. Ilsinho avançou pela direita e encontrou Dagoberto com muito espaço na intermediária; o atacante puxou para o pé direito e acertou um chute forte no canto de Júlio César, abrindo o placar em Barueri com um golaço.

O Corinthians sentiu o golpe e quase sofreu o segundo aos 44 minutos, em novo contragolpe são-paulino. Rogério Ceni ficou com a bola e deu lançamento certeiro com o pé para Dagoberto, que enfiou para Fernandinho na área; o camisa 12 se livrou de Leandro Castán e bateu de pé direito, para fora. A melhor chance corintiana até então veio aos 46 minutos do primeiro tempo: Fábio Santos deu ótimo cruzamento da esquerda e Dentinho, sozinho na área, cabeceou para fora.

As equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa e o Corinthians quase empatou aos 2 minutos, não fosse por excelente defesa de Rogério Ceni. O capitão tricolor espalmou para escanteio um desvio à queima-roupa de Jorge Henrique, após cruzamento da esquerda de Fábio Santos.

100º gol foi marcado no Corinthians

O panorama da partida seguiu o mesmo - Corinthians com a bola, São Paulo no contra-ataque - até que, aos 8 minutos, veio o momento que a torcida do clube do Morumbi esperava. Fernandinho sofreu falta na entrada da área e Rogério Ceni partiu para a cobrança. Sem sentir a pressão, o goleiro acertou o ângulo de Júlio César, marcando seu primeiro gol de falta contra o rival alvinegro, ampliando a vantagem são-paulina para 2 a 0 e chegando a 100 gols em sua carreira.

As expulsões e a falta de controle emocional dos jogadores do Timão

Vendo que o Corinthians ainda tinha dificuldades para criar chances apesar da posse de bola, Tite trocou os inoperantes Morais e Jorge Henrique por Ramírez e Willian. Pouco depois, porém, o técnico corintiano "ganhou" um problema: Alessandro deu entrada forte em Dagoberto e recebeu o cartão vermelho direto do árbitro Guilherme Ceretta de Lima.

Quando a situação parecia mais complicada para o time alvinegro, Dentinho diminuiu. Aos 22 minutos, o atacante recebeu a bola em cobrança rápida de falta e finalizou rasteiro de fora da área, vencendo Rogério Ceni. Já no minuto seguinte, Dagoberto fez falta por trás, recebeu o segundo amarelo e também acabou expulso de campo, deixando os dois times com dez jogadores.

O jogo seguiu muito nervoso e a igualdade numérica entre as equipes durou pouco. Aos 28 minutos, Dentinho chutou Rodrigo Souto após disputa de bola e também foi expulso. Apesar de contar com apenas nove atletas em campo, o Corinthians se lançou à frente como pôde para tentar o empate: aos 33 minutos, Ramírez cruzou da direita, Liedson mergulhou para cabecear e Rogério defendeu firme no meio do gol.

Com o time corintiano todo em busca do empate, o São Paulo voltou a explorar os contra-ataques e quase definiu o jogo aos 42 minutos: Jean fez ótima jogada individual e concluiu para excelente defesa de Júlio César. Os últimos minutos foram muito movimentados - com direito a bicicleta de Liedson defendida por Ceni - mas o placar não se mexeu mais e confirmou o fim do tabu que já durava quatro anos.

Ficha Técnica - São Paulo 2 x 1 Corinthians

Gols: São Paulo: Dagoberto, aos 39 minutos do 1º tempo, e Rogério Ceni, aos 8 minutos do 2º tempo/ Corinthians: Dentinho, aos 22min do 2º tempo

São Paulo: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Ilsinho (Marlos), Jean, Rodrigo Souto (Casemiro) e Carlinhos Paraíba; Dagoberto e Fernandinho (Rivaldo). Técnico: Paulo César Carpegiani

Corinthians: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Danilo); Ralf e Paulinho; Dentinho, Morais (Ramírez) e Jorge Henrique (Willian); Liedson. Técnico: Tite

Cartões amarelos: São Paulo: Dagoberto, Rogério Ceni, Júnior César, Ilsinho e Rhodolfo/ Corinthians: Jorge Henrique

Cartões vermelhos: São Paulo: Dagoberto/ Corinthians: Alessandro e Dentinho

Parabéns a Rogério Ceni! Parabéns ao São Paulo! Parabéns ao equilíbrio de forças dentro do Campeonato Paulista 2011!

Crédito da foto: Terra

Clique no link abaixo e confira um dos momentos mais importantes da história do futebol brasileiro em todos os tempos:

O centésimo gol de Rogério Ceni, goleiro do São Paulo FC

Imagens: youtube/ Rede Globo

quinta-feira, 17 de março de 2011

Liga dos Campeões da UEFA: Bayern x Inter (e que volta!)

Mais uma vez conto com a inestimável ajuda e o auxílio do Lucas Ayres que acompanhou a partida entre a equipe do Bayern de Munique e a Internazionale de Milão pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões de UEFA (terça-feira, 15/03/2011). Ele garante que foi mesmo um jogaço: 3 x 2 para o time da torcida italiana. Confira a sua análise do que foi mais este confronto entre duas grandes forças do futebol europeu da atualidade!

Texto de Lucas Ayres:

Em mais uma partida da rodada de volta das oitavas-de-final da Uefa Champions League, Bayern de Munique e Inter de Milão se enfrentaram na Alemanha.

No primeiro jogo, vitoria dos alemães, que foram à Itália e venceram por 1 a 0 com um gol nos minutos finais.

O time bávaro, apoiado por mais de 60 mil torcedores foi escalado pelo técnico Louis Van Gaal no tradicional 4-2-3-1, com três meias ofensivos e com os brasileiros Breno e Luiz Gustavo ( zagueiro e volante, respectivamente) no time titular.

Já o time do técnico Leonardo foi a campo num esquema diferente do jogo passado: 4-3-1-2, com o meia holandês Sjneider servindo a dupla de ataque formada por Eto’o e Pandev. Foram quatro brasileiros no time titular e um no banco de reservas.

Antes que qualquer analise pudesse ser feita, a Inter abriu o placar com Eto’o, que recebeu, impedido, bom lançamento de Pandev na área e tocou para as redes. Foi o oitavo gol do atacante na competição.

Mesmo com o gol, o time da casa não se desesperou: manteve a mesma estratégia, tocando bola com velocidade no campo ofensivo, enquanto o time visitante recuava e chamava o ataque adversário até sua área.

Com seus principais jogadores, os meias Robben e Ribéry bem marcados, o Bayern avançava com bolas alçadas na área. A Inter, antes fechada, se soltava e se aproximava do gol.

Ainda assim os muniquenses conseguiram marcar. No único momento em que esteve livre, o holandês Robben fez sua eficiente jogada característica: levou pela direita, cortou para o meio e bateu com efeito. O goleiro Júlio César, assim como no primeiro jogo, deu rebote, aproveitado (assim como no primeiro jogo) pelo atacante Mario Gomez, que empatou o jogo.

A partir daí, o meia Robben mudou o jogo. Movimentou-se, driblou, tabelou e abriu espaços para seu time. Foi dele a jogada do gol da virada, na qual fez um passe mal cortado pela defesa adversária e a bola sobrou nos pés do jovem atacante Müller, que toucou na saída do goleiro.

No ritmo de seu craque e com uma torcida ensandecida, os anfitriões foram para cima e quase ampliaram o placar, esbarrando na própria incompetência das finalizações, numa das melhores atuações do time na temporada, mesmo que por 30 minutos.

Enganaram-se quem pensou que o ritmo cairia no segundo tempo. Os muniquenses voltaram a campo com a mesma pegada, ameaçando o gol dos milaneses.

Para tentar mudar a situação, o técnico Leonardo trocou o volante servo Stankovic pelo meia brasileiro Philippe Coutinho, mudando o esquema do time para o 4-2-3-1, semelhante ao do time adversário.

A mudança tardou a fazer efeito e os alemães continuaram pressionando, contidos pela boa defesa italiana, que voltou mais organizada para a etapa final. Quando fez efeito, foi eficiente: troca de passes entre os meias e a bola chegou em Eto’o, que ajeitou para Sjneider, que bateu forte da entrada da área para empatar o placar.

O Bayern sentiu o gol. Robben saiu para entrada do meia turco Altintop e o time fechou-se no campo defensivo, já que ainda tinha vantagem ( apenas a derrota o desclassificaria).

A partir daí o jogo ficou muito bom. Ataque e contra-ataque. A Inter atacava com muita movimentação de seus três meias, bem marcados, enquanto os bávaros respondiam em contra-ataques puxados por Ribéry.

Chegando o fim do jogo, o time da casa abdicou do ataque. O experiente zagueiro Van Buyten deu lugar ao jovem Badstuber, da mesma posição. Os visitantes trocaram o lateral romeno Chivu pelo japonês Nagatomo.

Se o toque de bola da Inter não surtiu efeito, o jeito foi a “ligação direta” (palavra chique para chutão). Balão da defesa para o ataque e o camaronês Eto’o (sempre ele) ,depois de percorrer a área adversária inteira, ajeitou para a chegada de Pandev, que fuzilou o ângulo direito do goleiro Kraft, aos 42 minutos.

O meia Kharja entrou para ganhar tempo para os Nerazzuri e o meia Toni Kroos para fazer um milagre para os bávaros, o que não aconteceu.

Placar final, 3 a 2 para La Grande Inter, que se classificou heroicamente num jogaço, marcado bela belíssima atuação do meia Robben e pelo poder de decisão do atacante Eto’o.



Por Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".


Clique no link abaixo e confira os gols deste emocionante duelo da Liga dos Campeões da UEFA.

Bayer de Munique 2 x 3 Inter de milão (15/03/11) Liga dos Campeões

Crédito das imagens: ESPN.com.br

terça-feira, 15 de março de 2011

Liga dos Campeões da UEFA: Barcelona x Arsenal (a volta!)

Lucas Ayres também está de volta! É dele mais uma vez, a análise da partida entre Barcelona e Arsenal, segundo e decisivo confronto nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA, realizado em plena terça-feira "gorda" de Carnaval (08/03/2011). Mais uma aula de futebol de uma das melhores escolas do esporte na atualidade, o time do Barcelona, evidentemente. Confira!

Texto de Lucas Ayres:

Mais uma partida encerrada pela UEFA Champions League. O confronto entre Barcelona e Arsenal, no Camp Nou, valeu pela rodada de volta das oitavas-de-final.

A primeira partida, na Inglaterra, terminou com a vitoria dos anfitriões por 2 a 1. Desse modo os Gunners foram a jogo de volta por um empate.

Na Espanha, o time da casa foi ao jogo no seu tradicional 4-3-3, com um miolo de zaga improvisado, com os brasileiros Daniel Alves e Adriano nas laterais e ainda Maxwell no banco além do perigosíssimo ataque formado por Pedro, Messi e Vila.

Os visitantes, com a vantagem, foram num esquema cauteloso, 4-4-1-1, liderado pelo meia espanhol Fábregas. O volante brasileiro Denílson ficou como opção no banco do técnico do time, Arsène Wenger.

No primeiro tempo, o Arsenal foi com uma estratégia defensiva diferente: fechou o meio, para marcar o temido setor de criação do Barcelona, deixando os lados do campo livres.

Esse é o único destaque do time inglês no primeiro tempo. Recuado, foi facilmente dominado pelo time espanhol, que por sua vez não foi muito criativo, devido à forte marcação nos meias Xavi Hernández e Iniesta, impedindo o atacante argentino Messi de receber a bola em boas condições.

Sem espaço no meio, o time da casa apostou em seus laterais. Livres e avançados, chegavam facilmente à entrada da área adversária, mas não conseguiam fazer o último passe. Em compensação a equipe recuperava rapidamente a bola, ainda no campo ofensivo, anulando os contra-ataques rivais.

O goleiro Sceszny machucou-se, e deu lugar ao experiente goleiro Almunia, pelos visitantes.

O jogo seguiu assim até o fim do tempo regulamentar. Mas nos acréscimos o Barça abriu o placar. Em (mais uma) roubada de bola, a redonda sobrou nos pés de Andrés Iniesta, que deu belo passe para Lionel Messi que com toda sua categoria, tocou por cima do goleiro, e completou para o gol com a canhota. Um golaço, digno de toda a habilidade de quem o fez.

O jogo voltou ainda melhor no segundo tempo. O Arsenal procurou ocupar o inabitado campo de defesa adversário, dando espaço para o mesmo, que continuou dominando o jogo. Mesmo assim o time conseguiu empatar o jogo: em cobrança venenosa de escanteio pela esquerda, Busquets desviou para o próprio gol.

O time de Londres voltou a se fechar, esperando o ataque rival. Quando a equipe ameaçava uma virada, o atacante holandês Van Persie foi expulso, num lance polemico, freando qualquer pretensão ofensiva do time inglês.

Com um a mais, o Barcelona conseguiu jogar com seus meias e passou a rondar a área adversária, usando principalmente os laterais para tabelar com os homens de frente.

Mesmo assim, o time do técnico Arsène Wenger continuou com a mesma estratégia defensiva, fechando o meio. E foi exatamente por aí que Iniesta arrancou, tocou para Vila, que deixou Xavi na frente gol para desempatar o jogo para o time do técnico Pepe Guardiola.

Mal deu tempo dos ingleses pensarem em reagir que os espanhóis aumentaram a conta. Daniel Alves recebeu belo lançamento da direita, tocou para Xavi que rolou de primeira para Pedro, que caiu na área. O juiz marcou o pênalti, muito contestado pelos adversários, muito bem convertido por Messi (na foto ao lado).

A partir daí o time azul-grená passou a prender a bola, rodar o jogo e manter-se no campo ofensivo. O meia holandês Afellay entrou no lugar do espanhol Vila, e deu mas velocidade ao time.

O time alvirrubro continuava buscando o gol, já que um 3 a 2 classificaria a equipe. Para isso promoveu a entrada dos atacantes Arshavin e Bendtner nos lugares dos meias Fábregas e Rosický, apagados.

A mudança quase deu certo. O passe errado de Adriano (que depois deu lugar à Maxwell) chegou aos pés de Bendtner, que dominou mal, e foi travado por Mascherano (que saiu para a entrada de Keita), no meio da área.

O placar manteu-se: 3 a 1. O Barcelona se classificou as quartas-de-final, em um jogo marcado por lances polêmicos e lances belíssimos. Mais um ótimo jogo na conta da competitiva Liga dos Campeões da Europa.

E quem consegue parar o Barcelona?


Por Lucas Ayres, especial para o "No campo de jogo".




Para assistir aos melhores momentos do jogo, clique no link abaixo:

Barcelona x Arsenal

Crédito das Imagens: ESPN.com.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

De Ministrinho a Michael Jackson

O Palmeiras, ao longo de sua história, sempre teve atacantes rápidos, irreverentes e habilidosos. Muito lá no passado, o famoso ponta-direita Ministrinho, foi um deles... Nos anos setenta, César Maluco, Leivinha... Mais tarde, uma verdadeira legião de craques: Edu, Edmundo, Picolé, Toninho (catarinense), Evair, Euller, etc.

Mas, agora, parece que chegou a hora e a vez, de Adriano "Michael Jackson", contratado frente ao Bahia, e que tem barbarizado contra as defesas adversárias nos jogos desta semana que antecede o Carnaval 2011. Marcou um gol contra o São Paulo FC, no clássico do Paulistão, realizado no domingo, e agora mais quatro contra a fraca equipe do Comercial - PI, pela Copa do Brasil 2011, nesta quarta-feira à noite (3/3/2011). O placar foi de 5 a 1 para o Palmeiras.

Cada um deles, comemorado com a famosa dancinha, ao estilo "Michael Jackson". Que os deuses do futebol o iluminem e que ele continue assim. Já são seis gols marcados, desde o começo do ano!

Principais lances do jogo no Primeiro Tempo

No início da partida, o Palmeiras abusou das jogadas pelos lados do campo. Ora com Gabriel Silva, ora com Cicinho, o Palmeiras encurralou o Comercial nos primeiros 20 minutos de jogo. Na melhor chance do Alviverde até então, Tinga e Valdivia tabelaram, e o chileno ficou cara a cara com Neto, mas perdeu o gol, logo a 6 minutos.

Sete minutos depois, Marcos Assunção cobrou falta fechada, Neto defendeu e, no rebote, Kléber se embolou com a zaga piauiense.

Mas o Comercial mostrou que não veio à São Paulo somente à passeio. Aos 8 e aos 26 minutos, a equipe do Piauí chegou com liberdade à área palmeirense, mas nas duas vezes o bandeirinha Marcelo Bertanha Parisson assinalou impedimento. No primeiro lance, equivocadamente.

O Palmerias teve uma baixa aos 25 minutos, quando Kléber sofreu lesão na coxa direita e deixou o time para entrada de Luan. O camisa 21 entrou em campo com disposição e participou de dois bons lances aos 28 e aos 34 minutos.

Sem o Gladiador, sobrou até para o zagueiro Danilo carimbar a trave do goleiro do Bode e animar a torcida presente no Pacaembu, já nos minutos finais da primeira etapa.

Show de Michael Jackson

No segundo tempo, o Verdão começou disposto a mudar o panorama da partida. Logo a 6 minutos, Adriano "Michael Jackson" ficou cara a cara com Neto e foi derrubado por Rafael. Cartão vermelho para o zagueiro do Bode e pênalti para o Verdão. Sem muita empolgação, Valdivia foi para a cobrança e bateu fraco no canto direito do goleiro piauiense.

Cinco minutos mais tarde, o árbitro Márcio Chagas da Silva lembrou que Evandro, que já tinha cartão amarelo desde o primeiro tempo, deveria ser expulso após falta em Cicinho, e assim o fez. Foi a segunda expulsão no Comercial.

Com dois jogadores a mais, ficou mais fácil para o Verdão deslanchar: em quatro minutos, Adriano marcou duas vezes. Aos 16, após passe de Patrik, e aos 20, depois de cruzamento na medida de Marcos Assunção.

O Bode descontou em contra-ataque mortal, que Binha aproveitou, aos 27 minutos.

Mas Adriano "Michael Jackson", mais uma vez, tratou de acabar com o clima ruim no Pacaembu. Em três minutos, ele botou mais dois gols na conta. E os dois foram de cabeça, aos 32 e aos 34 minutos. Assim, com dancinha e tudo, Adriano finalizou sua noite de show: quatro gols em uma só partida.

E tinha mais: quando o atacante iria marcar seu quinto gol no jogo, aos 38 minutos, o goleiro Neto defendeu parcialmente e a bola sobrou para Gabriel Silva dar números finais.

O próximo adversário do Verdão na Copa do Brasil é o Uberaba (MG), em partida (a de ida) a ser disputada no dia 16 ou 30 de março. Pelo Paulistão 2011, o Verdão enfrentará o Santo André no próximo sábado, no Pacaembu.

Ficha Técnica:

Palmeiras 5 x 1 Comercial - PI
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 2/3/2011 às 21h50

Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Parisson (RS) e Tatiana Jacques de Freitas (RS)

Renda/público: R$ 134.461,00/ 3.509 pagantes
Cartões amarelos: Marcos Assunção, Cicinho, Thiago Heleno (PAL); Evandro, Izael, Tiaguinho (COM)
Cartões vermelhos: Rafael, 6'/2ºT (COM); Evandro, 11'/2ºT (COM)

GOLS: Adriano, 16'/2ºT (1-0); Adriano, 20'/2ºT (2-0); Binha, 27'/2ºT (2-1); Adriano, 32'/2ºT (3-1); Adriano, 34'/2ºT (4-1); Gabriel Silva, 38'/2ºT (5-1)

Palmeiras: Deola, Cicinho (Patrik, 15'/2ºT), Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Chico, 21'/2ºT), Tinga e Valdivia; Kleber (Luan, 25'/1ºT) e Adriano. Técnico: Felipão.

Comercial: Neto, Barata, Junior Soares, Rafael e Tiaguinho; Ivanzinho, Fred, Evandro e Izael (Binha, 18'/2ºT); Tony (Paulinho, 42'/2ºT) e Zé Rodrigues (Bizerra, 13'/2ºT). Técnico: Anibal Lemos.

Fotos: Agência Estado e Gravadora EPIC/ Legacy (imagens de divulgação)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tente Outra Vez

Maurício Storelli é jornalista, professor universitário e também um grande amigo. Apaixonado pelo futebol de qualidade, bem jogado e fã de Ronaldo Fenômeno. Diante do anunciado fim de carreira do craque, pedi a ele um texto diferenciado, em homenagem ao maior artilheiro do futebol brasileiro, na história das Copas do Mundo.

É com muita alegria e admiração, que publico sua homenagem ao grande Ronaldo. Veja só!

Texto de Maurício Storelli:

“Hoje novamente não acordei cedo para ir ao treino. Não sei expressar o que sinto nesse momento. Deixar de fazer o que mais gosto realmente não é uma tarefa simples. Pensei que seria mais fácil. Tudo é muito recente ainda, mas confesso que já estou com saudades dos gritos da torcida. Já estou com saudades do gol. Saudades de correr com o dedo indicador para cima após balançar as redes adversárias. Que saudades que eu sinto do futebol. Que saudades que eu sinto de você, bola.

É importante dizer que não estou arrependido. Tomei a decisão correta. Não estava mais conseguindo corresponder ao apelido que me deram na Itália. Também não quero mais falar das dores no meu corpo e, tampouco, sobre o meu peso. Isso cansa. Isso chateia. Isso revolta.

Mas essas críticas jamais tiraram meu sorriso do rosto. Uma das minhas características. Sorrir faz bem para alma. Passei por coisas muito difíceis na carreira e consegui dar a volta por cima. Sorrir me ajudou a superar esses momentos.

Tive que abandonar o sonho de jogar no Flamengo por não ter dinheiro para pagar o ônibus até a sede do clube. Com isso, acabei indo para o São Cristóvão, que pagava o transporte e minhas despesas. Mas não gosto de falar sobre isso. Recordo dessa fase com muito carinho. Mas sempre olhei para frente.

Acredito que o vídeo clipe da minha vida deve ser editado com uma música do Raul Seixas: Tente Outra Vez. Uma parte da letra diz assim: Tenha fé em Deus. Tenha fé na vida. Tente outra vez! Você tem dois pés para cruzar a ponte. Nada acabou! Levante sua mão sedenta. E recomece a andar. Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo...

Pois é. Após as cirurgias no joelho eu, de fato, tentei outra vez e consegui sacudir o mundo, em 2002, na Copa da Ásia. O meu melhor momento. Na vida e no esporte. No mesmo cenário. No mesmo palco. Para melhorar a cena, estava trajando a 9 da Seleção. Uma responsabilidade imensa carregá-la em um Mundial. Mas dei conta do recado. Que alegria. Que emoção!

Aos 33 minutos do segundo tempo da final contra a Alemanha, em 2002, o excelente Kléberson tocou para o meio da área. Nesse momento eu pensei. ‘Deixa ‘ela’ passar, Rivaldo. Deixa ‘ela’ passar, Rivaldo’. Ele fez um corta luz e a bola sobrou nos meus pés. Senti, em uma fração de segundo, um frio na barriga. Mas um frio de alegria. Não de medo. Quando a bola tocou em meus pés sabia que o gol ia sair. Dominei e a coloquei no canto esquerdo baixo de Kahn, que se esticou todo, mas não conseguiu evitar o segundo gol brasileiro. O gol do título. O gol que confirmou o pentacampeonato.

Fiz muitos gols na carreira, mas esse vai ficar marcado para sempre!

Lembrar desse momento me dá muita saudade do futebol. Me emociono ao falar desse dia.

Mas, como eu citei anteriormente, não é o momento de lamentações. Mas sim o momento de agradecer ao povo brasileiro. Ser adorado por todas as torcidas é uma gratidão fenomenal. Ser considerado um Fenomeno é fenomenal.

Eu abandonei o futebol. Mas o futebol jamais vai sair da alma chamada Ronaldo Luís Nazário de Lima.

Obrigado por tudo, futebol!

Essa é a visão de um jornalista torcedor do futebol. Torcedor do Ronaldo. O Pelé da minha geração.

Escrevi com a cabeça do Fenômeno. Uma brincadeira, evidentemente.

Muito se escreveu sobre o fim de sua carreira. Procurei ser diferente ao mostrar a possível visão do Ronaldo sobre o assunto.

Obrigado, Ronaldo!

     Por Maurício Storelli, especial para "No campo de Jogo".

Relembre novamente as emoções da grande final da Copa do Mundo de 2002, clicando no link abaixo: