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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Liga dos Campeões da UEFA - Lyon x Real Madrid

Mais uma análise ponderada e equilibrada de Lucas Ayres, sobre outro importante resultado da fase das oitavas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA. Desta vez, sobre o confronto entre Lyon e Real Madrid (22/02/2011). A escola francesa enfrentando mais uma vez, o sempre poderoso time da capital espanhola. Confira.

Texto de Lucas Ayres:

Lyon e Real Madrid se enfrentaram pela rodada de ida das oitavas-de-final da UEFA Champions League, repetindo o confronto da edição passada, no qual a equipe francesa avançou.

O time da casa, quarto colocado na liga francesa, foi ao jogo num 4-3-3, os brasileiros Cris e Michel Bastos estavam presentes, na zaga e no ataque, respectivamente. Com dois atacantes abertos e um enfiado na zaga, o time do técnico Claude Puel apostava na velocidade.

Quem fez a mesma aposta foi o técnico José Mourinho, escalando seus comandados num 4-2-3-1. Os brasileiros Marcelo e Kaká ficaram no banco. A partida prometia ser veloz e movimentada.

Todavia, foi parada e sonolenta. Não por culpa dos anfitriões, que receberam seus adversários com uma forte marcação na intermediaria e muitas jogadas pelos lados, mas pela apatia dos jogadores visitantes, que não conseguir impor-se em campo e pouco criaram.

O Lyon foi melhor no primeiro tempo. Coeso na marcação, teve nos pés de Michel Bastos as principais jogadas da equipe. O jogador infernizou a zaga adversária, mas não caprichou na hora de finalizar.

O Real Madrid passou a primeira etapa procurando o contra-ataque e devido aos poucos espaços dados pelo Olympique, não conseguiu “achá-lo”. No momento em que havia espaço, o time pouco criava.

No segundo tempo, os times mudaram de postura, principalmente o de Madrid. Adiantando a marcação, teve mais presença ofensiva e jogadores mais participativos. Já o time de Lyon recuou a marcação e apostou nos contra-ataques.

O Real Madrid mandava no jogo e logo abriu o placar. Aos 20 minutos, em uma jogada confusa dentro da área, Benzema (que havia acabado de entrar) marcou para os merengues.

Após o gol, o Lyon partiu para ataque. Michel Bastos e Delgado, cansados, deram lugar aos jovens atacantes Briand e Pied. O time foi para cima, sem sucesso, e deram espaço para o temido ataque adversário que também foi falho.

Pjanic entrou no lugar de Kallstrom para dar um sangue novo ao time da casa. Marcelo e Diarra entraram para fechar o meio-campo dos visitantes.

O jogo caminhava para uma vitoria simples dos espanhóis até que Gomis, numa jogada de bola aérea, empata o jogo para os franceses.

A partir daí o jogo pegou fogo. Empurrados pela torcida, os “Gones” pressionaram e quase viraram o jogo, mas o jogo terminou empatado: 1 a 1.

Foi um jogo em que faltou competência, ao Lyon quando criou chances mal finalizadas no primeiro tempo, e ao Real, que não foi capaz de matar o jogo quando teve espaço para contra atacar.



 Por Lucas Ayres, especial para "No campo de jogo".




Imagens: Brasil Lyonnais

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Título da Copa União de 1987 e as hipocrisias de momento

Eu sei que futebol é polêmica e que a paixão é um dos seus catalizadores maiores, verdadeiro "pulmão" da sua sobrevivência. Lembro também de como foi fantástica, a disputa da Copa União de 1987, quando os maiores clubes do país, talvez pela primeira oportunidade na história, demonstraram sua verdadeira força política, organizando um torneio, sem as bençãos da CBF - Confederação Brasileira de Futebol e ainda repudiando firmemente, os interesses do seu próprio balcão de negócios.

Naquela oportunidade, e ironicamente também, presidia e sancionava todas as atitudes do Clube dos 13 (entidade que na ocasião reunia os principais clubes do país), Carlos Miguel Aidar, homem forte dos bastidores e da política do São Paulo FC. Um dos fundadores e idealizadores da própria entidade.

Foto acima: Zico e a polêmica "Taça das Bolinhas" do Campeonato Brasileiro de 1983, conquistado legitimamente pelo Flamengo. O troféu seria entregue definitivamente, ao clube que conquistasse primeiro, cinco títulos do torneio (pentacampeonato)

Copa União

Em 1987 a CBF vivia problemas financeiros e administrativos. Então em junho daquele ano, Octávio Pinto Guimarães, presidente da entidade, anunciou publicamente via imprensa que a CBF não tinha condições de organizar o Campeonato Brasileiro daquele ano. Notícia que em seguida foi confirmada também pelo seu vice-presidente Nabi Abi Chedid que além de confirmar a situação deu todo o aval para que o presidente do São Paulo F.C., na época Carlos Miguel Aidar, tomasse a iniciativa de convencer os principais clubes do Brasil a fundarem uma associação que os representassem e que tivesse como primeiro objetivo a organização do Campeonato Brasileiro de 1987.

Na manhã de sábado, dia 4 de julho de 1987, no Morumbi foi fundada a "União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro - Clube dos Treze" que reunia os representantes dos treze principais clubes de futebol do país na época. Os membros fundadores da associação foram os quatro grandes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; os quatro grandes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo; os dois grandes de Minas Gerais: Atlético Mineiro e Cruzeiro; os dois maiores do Rio Grande do Sul: Internacional e Grêmio e também o Bahia que de acordo com um levantamento feito pelo Jornal do Brasil representavam juntos na época 95% de todas as torcidas do futebol brasileiro. O idealizador do evento, Carlos Miguel Aidar, foi eleito também o presidente da nova entidade, permanecendo no cargo até abril de 1990.

Assim, o Clube dos 13 organizou a Copa União, que representaria o Campeonato Brasileiro daquele ano. A criação da Copa União surgiu após uma conciliação entre a CBF e o Clube dos 13, já que uma desobediência à entidade poderia provocar reações da FIFA.

A única exigência da CBF para a realização da Copa União pelo Clube dos 13, naquela oportunidade, era que se incluísse pelo menos mais três clubes de Estados diferentes. Cumprindo a exigência da CBF foram convidados mais três clubes: Coritiba, Santa Cruz e Goiás que na época em suas respectivas regiões tinham melhor desempenho em campeonatos nacionais e também eram os mais populares formando assim um total de 16 participantes. Não houve critérios técnicos para a escolha dos outros três participantes e em contrapartida, deixaram de fora o Guarani-SP, e o América-RJ, respectivamente vice-campeão e 4ª colocado do ano anterior, ainda assim a CBF não fez qualquer objeção quanto a isso, pois excluir da disputa da competição do Campeonato Brasileiro os clubes com colocações regulares no campeonato anterior seria uma prática comum pela própria CBF. Assim como a promoção sem nenhum critério.

A idéia da Copa União era de diminuir os prejuízos obtidos nos jogos sem importância contra clubes menores, pois como a CBF havia desistido de organizar o campeonato alegando falta de recursos para arcar com as despesas, então "quem pagaria a conta desses jogos menores seriam os grandes clubes", por isso, a solução alegada pelos maiores clubes do país foi de selecionar os competidores conforme a tradição e popularidade que esses clubes tinham a nível nacional.

Os Cinco Primeiros Títulos de Flamengo e São Paulo

Flamengo e São Paulo foram campeões brasileiros em seis oportunidades cada. O Flamengo em 1980, 1982, 1983, 1987, 1992 e 2009. Já o São Paulo FC, conquistou o torneio em 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008. Na realidade prática (o ano da conquista de 1992) e sem levarmos em conta os casuísmos políticos e outros interesses, o Flamengo foi de fato, o primeiro clube brasileiro a se sagrar 5 vezes campeão da elite dos clubes do nosso futebol. Mas, "de fato", num país chamado Brasil, pode mesmo não ser "de direito".

Situação de Momento

A decisão repentina da CBF em reconhecer o Flamengo como campeão brasileiro de 1987 deixou muitos rubro-negros felizes. Porém, a sentença não foi baseada em questões de mérito, mas numa manobra da CBF e do Flamengo para enfraquecer o Clube dos 13 (ironia do destino, que envolve até forte interesse na distribuição e na venda das cotas televisivas). Vamos acompanhar com atenção nos próximos dias, tudo que rolar nos bastidores do jogo e todas as manobras políticas que resultaram na oficialização do título mais polêmico do cenário nacional.

O Flamengo celebra finalmente, o reconhecimento do título da Copa União. O Sport que disputou naquele ano de 1987, um torneio nacional contra clubes de menor expressão, sem nunca ter jogado contra nenhum grande, lamenta, protesta, porque se considera o legítimo e único campeão nacional daquele ano, onde tivemos vários módulos de disputa; e o São Paulo, que também celebra o fato de ter sido considerado recentemente, o primeiro "penta", informa que não devolverá o troféu. Mais uma vez, o pasticcio está criado! E pelos próprios dirigentes que administram a maior paixão dos brasileiros...

Foto ao lado: Rogério Ceni, Juvenal Juvêncio e Zetti, que receberam recentemente da Caixa Econômica Federal, a polêmica "Taça das Bolinhas"

São estas as hipocrisias de momento, bastante comuns, infelizmente, em nosso país. Mas para quem acompanhou a disputa da Copa União como torcedor vibrante, viu a formação do Clube dos 13 (agora terrivelmente enfraquecido) com esperança e agora acompanha toda esta palhaçada que envolve a briga por interesses de negócios, muita política e a aplicação de rasteiras de lado a lado, só sobra mesmo muita decepção... Será que haverá bom senso por parte de alguém ou somente a defesa dos próprios interesses? O eterno olhar para o próprio umbigo...

Crédito das Fotos pela ordem em que são mostradas: Arquivo do Jornal do Brasil e Terra

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Arsenal x Barcelona

Neste post, apresento o olhar crítico e a análise interessante e ponderada do jovem Lucas Ayres, filho de um grande amigo meu. A UEFA Champions League já começou faz tempo e ele comenta com detalhes, a partida entre o Arsenal e o Barcelona, realizada na última quarta-feira, dia 16 de fevereiro de 2011. Acompanhe...

Texto de Lucas Ayres:

Confesso que tinha dúvidas sobre as minhas expectativas para o jogo Arsenal e Barcelona, no Emirates Stadium, em Londres. Dúvidas porque o jogo entre duas equipes de toque de bola poderia ser devagar e cauteloso quanto poderia ser uma partida veloz, dinâmica e movimentada.

O jogo superou minhas expectativas. Foi aberto, veloz e muito complexo taticamente. As duas equipes foram a campo com escalações priorizando o ataque. O Arsenal foi ousado, e teve apenas um volante de ofício no meio campo, além da volta do francês Nasri, sem jogar desde o fim de janeiro. O Barcelona jogou com seu time regular, exceção de Maxwell, lateral esquerdo, no lugar do zagueiro Puyol, capitão do time (Abidal fez a defesa com Piqué).

É possível caracterizar o jogo como “metamórfico”, pois desde o apito inicial ao final, foram mudanças de postura, esquema tático e até de placar. O primeiro tempo começou com o time da casa melhor pressionando, e, tocando na frente da área do Barcelona. Porém, aos poucos, a marcação inglesa começou a afrouxar e os espanhóis começaram a dominar o jogo e criar chances, principalmente quando lançava um de seus três atacantes no meio da defesa adversária. O curioso é que o Arsenal não jogou com a defesa em linha, que geralmente dá espaço para jogadas desse tipo. Era a velocidade e entrosamento do ataque catalão
que criava essas jogadas.

Assim, foi num lançamento de Lionel Messi (depois de driblar quatro jogadores) para Villa que o time azul-grená abriu o placar. O atacante recebeu a bola na cara do gol e tocou na saída do goleiro.

Após o gol, o Barcelona dominou completamente o jogo. Chegou a ficar 3 minutos tocando a bola de primeira, lembrando muito o jogo em que goleou o Real Madrid por 5 a 0. Até o fim do primeiro tempo, o Arsenal nada fez, dando a aparência de que iria se complicar no segundo tempo.

Mas, as aparências enganam. Na segunda etapa, os “Gunners” voltaram melhores, e anularam o meio campo adversário, que apostou nas jogadas individuais. Nesta hora, o técnico do Arsenal, Arsène Wenger foi brilhante. Tirou de campo o único volante e colocou o atacante russo Arshavin. O também atacante Bendtner entrou no lugar do jovem e veloz Walcott. Arsenal foi para cima e com muita garra conseguiu o empate, em um chute de Van Persie, quase sem ângulo, pela esquerda.

O Barcelona sentiu o gol. Nem a entrada de Keita fez o time rodar a bola. Pior: partiu para cima sem organização e tomou a virada num contra-ataque mortal, finalizado pelo iluminado Arshavin.

Depois da virada, os dois times se assentaram. Pensando no próximo jogo, o técnico do time catalão colocou Adriano em campo, para conter os contra ataques londrinos.

Assim terminou o jogo: Arsenal 2 x 1 Barcelona. Foi apenas a terceira derrota do Barça na temporada e a primeira derrota para os Gunners na história do clube.

O destaque do jogo foi o técnico Arsène Wenger, que depois de descobrir no primeiro tempo que tática não adianta com o Barcelona, abriu o jogo sem medo e como poucos, venceu o time de Messi.




Por Lucas Ayres, especial para "No campo de jogo".


Confira os gols da partida no link abaixo:


Imagens: ESPN.com.br

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Brasil 1950

O Brasil de 1950 é muito diferente do país de hoje! Mas a Copa do Mundo de Futebol disputada naquela época, não sai da lembrança de muita gente.

Meu próprio avô materno, descendente de italianos, apaixonado por futebol como eu, esteve no Rio de Janeiro, e presenciou a final daquela edição do torneio internacional mais importante do mundo da bola.

Nosso país, deveria ter realizado a Copa do Mundo em 1942, mas a então Segunda Grande Guerra Mundial, não permitiu que o planeta parasse para celebrar a competição máxima, do esporte mais popular da Terra.

Em 1950, o cenário já era outro e as autoridades do Rio de Janeiro construiram o maior estádio do mundo, o Estádio Mario Filho, em Maracanã, com capacidade para 160 mil pessoas, considerando-se os padrões do segurança discutíveis daqueles tempos. O Maracanã foi construído especialmente, para a realização da Copa do Mundo!

O Brasil já era conhecido e celebrado como o país do samba, futebol e mulheres bonitas!

Vamos então relembrar alguns dados curiosos, da Copa do Mundo do Brasil em 1950:

Cidades e estádios das sedes:

Recife: Ilha do Retiro (Capacidade para 35 mil pessoas)

Belo Horizonte: Sete de Setembro (Capacidade para 18 mil pessoas)

Rio de Janeiro: Maracanã (Capacidade para 160 mil pessoas)

São Paulo: Pacaembú (Capacidade para 60 mil pessoas)

Curitiba: Durval de Britto (Capacidade para 15 mil pessoas)

Porto Alegre: dos Eucaliptos (Capacidade para 20 mil pessoas)

Durante a fase de grupos, tivemos a participação de 13 países, assim divididos, num regulamento único na história das copas:

Grupo 1

Brasil, Iugoslávia, Suiça e México

Grupo 2

Espanha, Inglaterra, Chile e Estados Unidos

Grupo 3

Suécia, Itália e Paraguai

Grupo 4

Uruguai e Bolívia

Apenas o primeiro classificado de cada grupo, se classificava para a Fase Final.

Na fase final, quatro seleções se enfrentaram em turno único: Uruguai, Brasil, Suécia e Espanha.

Maiores Goleadores da Competição:

Ademir "Queixada" (Brasil) - 8 gols
Basora (Espanha) - 5 gols
Míguez (Uruguai) - 5 gols
Chico (Brasil) - 4 gols
Zarra (Espanha) - 4 gols
Ghiggia (Uruguai) - 4 gols

Bola de Ouro: Zizinho (Brasil)


O Brasil chegou a partida final da Copa, diante do Uruguai, precisando de apenas 1 ponto (um simples resultado de empate) para ser campeão. No dia 16 de julho de 1950, 199 mil e 954 pessoas assistiram a uma verdadeira tragédia. A Seleção Uruguaia, do célebre capitão Obdulio Varela, venceu de virada, uma irreconhecível Seleção Brasileira, pelo placar de 2 x 1 e se sagrou bicampeã do mundo. A supremacia tática combinada com a raça dos uruguaios e a surpreendente velocidade do meia-atacante Ghiggia (insisto, ele não era ponta!) venceram a técnica e a arrogância dos brasileiros, numa época em que ainda não eram permitidas substituições no jogo. Os gols da partida foram marcados por Friaça, Schiaffino e Ghiggia.

Brasil: (3-4-3) Barbosa; Juvenal, Augusto e Bigode; Bauer, Zizinho, Danilo e Jair; Friaça, Ademir e Chico - Técnico: Flávio Costa

Uruguai: (3-4-3) Máspoli; Gonzalez, Varela e Tejera; Ghiggia, Gambetta, Andrade e Moran; Pérez, Miguez e Schiaffino - Técnico: Juan López Fontana

Mais tarde, Barbosa, o goleiro brasileiro do jogo histórico, ao entrar numa barbearia do Rio, ouviu uma senhora comentar com o filho: "Aquele homem fêz todo o Brasil chorar!".

Que a história não se repita em 2014!

Fonte: The Football Book - Dorling Kindersley (Londres)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Crônica de uma Eliminação Anunciada

Crônica de uma Morte Anunciada (título original em espanhol: Crónica de una muerte anunciada) é um livro de Gabriel García Márquez publicado em 1981. A obra conta, na forma de uma reconstrução jornalística, a história do assassinato de Santiago Nasar pelos dois irmãos Vicario.


Acusado por Ângela Vicário de tê-la desonrado, o jovem Santiago Nasar é morto a facadas pelos irmãos de Ângela, os gêmeos Pedro e Pablo. Toda a localidade fica sabendo antes da vingança iminente, mas nada salva Santiago de seu trágico destino, anunciado logo à primeira linha do romance.

Ao longo da história, não obtemos muitas informações sobre Santiago Nasar, não sabemos o que passa em sua mente, nem mesmo se ele está ciente de que o querem matar. A obra gira em torno de anunciar a morte de Nasar, contada por um narrador não onisciente, mas um narrador que buscou todas as informações para escrever a crônica. O mistério do livro está em descobrir quem desonrou Ângela Vicário, que mente sobre o seu autor em função de proteger alguém que ela gostava.

Bem, vamos voltar ao principal assunto deste blog, o futebol, os craques (ou a falta deles) e as sempre apaixonadas torcidas, que agem ao final, no caso de eliminações, precoces ou não, como verdadeiras "mulheres de malandro".

Lembrei até de uma grande amiga minha que sempre diz que gosta, de quem a desdenha...

E o Corinthians mais uma vez, desdenhou da Fiel. Foi um timinho ao invés de um Timão...

Subestimou o Tolima, até então, desconhecido clube da Colômbia e levou a pior, ao final de dois jogos em disputa pela chamada Pré-Libertadores.

Não fez um gol sequer e tomou dois! Eliminação justa, justíssima e infelizmente, previsível!

Uma "Crônica de Eliminação Anunciada"... Ronaldo Fenômeno, mais “fenomenal” ainda pela sua falta de forma e condição de ex-jogador em atividade (será que vale o um milhão de reais que ganha?); Roberto Carlos (contundido?) de fora da partida decisiva. Justo ele que havia minimizado o empate do primeiro jogo realizado no Pacaembú.

"Santiago Nasar", neste caso são exatamente o Corinthians e sua Fiel Torcida, "mortos" novamente e alijados (impedidos) temporariamente, do sonho da Libertadores. "Pedro e Paulo" são Andres Sanchez, Ronaldo "Fenômeno", os empresários que obrigam a negociação de atletas fora de hora e boa parte também da imprensa dita especializada, que sempre celebra o ôba-ôba ! "Pedro e Paulo" são o zagueiro Chicão que se perdeu no lance do primeiro gol, a característica "linha burra", e a evidente falta de planejamento em mais uma Libertadores de América, até agora sempre com o mesmo desfecho do livro de Gabriel Garcia Márquez. Não adianta chorar sobre o leite derramado...

"Pedro ou Paulo" é o técnico Tite, que não tem gabarito ainda para comandar o Corinthians...

Mais uma vez, lembramos também, que Ronaldo, o eterno "Fenômeno", até bateu boca no Twitter com o jornalista José Luiz Datena e com o craque Neto, antes destes jogos decisivos. Totalmente fora de hora também!

E domingo próximo, 6 de fevereiro de 2011, é dia de Palmeiras e Corinthians. Uma grande oportunidade para quem é grande voltar a demonstrar que é e também deixar claro que o futebol é feito de sonhos, que muitas vezes se esvaem como uma "Morte Anunciada", sempre com a "Redenção", que pode vir em seguida, porque o futebol, graças a Deus, também é uma eterna e verdadeira "caixinha de surpresas"...

Crédito da Foto: Lance.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Não podia mesmo dar certo!

Luiz Gonzaga Belluzzo encerra um período de muitas frustrações na Presidência do Palmeiras que se iniciou em 2009. Para muitos foi mais torcedor do que dirigente...

Naquele momento do começo do mandato, em específico, simbolizava a modernidade e o fato de ser indiscutivelmente um homem de bem, comandando um dos clubes de maior tradição futebolística deste país.

Agora, no final da sua experiência como mandatário máximo do Verdão, além de uma nova visão e real dimensão de quem tenham sido seus reais inimigos mais próximos dentro, desta rápida e desiludida vivência no "esporte", Belluzzo ainda leva no seu currículo, muitas campanhas fracassadas, lamentavelmente.

Em 2009, por exemplo, ano em que assumiu a direção do clube, o time de futebol caiu na semifinal do Paulista, foi eliminado da Copa Libertadores da América e perdeu a chance de conquistar o Brasileirão e a vaga para o torneio continental, depois de liderar boa parte da competição. Fechou em apenas quinto lugar.

A saída do técnico Vanderlei Luxemburgo e a demora na chegada de Muricy Ramalho também dividiram opiniões no clube. O Alviverde investiu alto em treinadores, mas depois teve de arcar com os custos das indenizações nas suas saídas. Quem não obtém sucesso atuando no futebol pelos mais diversos fatores, não consegue pagar a conta no fim de sua gestão!

No campeonato nacional, Belluzzo ainda sofreu com uma dura punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Depois da vitória por 1 a 0 do Fluminense sobre o Alviverde no Macaranã, o presidente do time paulista disparou contra o árbitro Carlos Eugênio Simon, reclamando da anulação de um gol de Obina e dos critérios de arbitragem. Entre os xingamentos, Belluzzo chamou Simon de “vigarista, safado, sem vergonha e crápula”. Como punição, pegou 270 dias de gancho.

No campo financeiro, área que domina como professor e economista, problemas. Belluzzo diz que pagou mais de R$ 40 milhões em débitos fiscais. No entanto, os últimos balancetes do clube, em reuniões do Conselho de Orientação Fiscal (COF) foram reprovados. Sem falar nos problemas com os atletas, que alegavam não estarem recebendo os direitos de imagem no fim da temporada passada. O mandatário, porém, gaba-se de ter dado início às obras da Arena Palestra Itália.

Em todo o período em que esteve à frente do Palmeiras trombou com a oposição ferrenha e em alguns momentos até injustificada de Mustafá Contusi, homem forte nos bastidores do clube.

Que nada se diga contra a pessoa dele, no entanto, que ainda foi parar no hospital por causa das pressões de dirigentes e torcedores contra ele.

Talvez, esteja claro para muitos os que cobrem futebol, de maneira séria e responsável, qual é o tipo de homem que vence atualmente neste mercado específico do futebol brasileiro.

Onde conceitos como malandragem e esperteza se confundem sempre com a inteligência, Belluzzo (infelizmente) não podia mesmo dar certo!

Mesmo assim, digo obrigado... Por sua integridade e por sua coragem em vários momentos! Não foi em hipótese alguma, o pior presidente da história do Palmeiras como muitos querem fazer crer.

Nesta quarta-feira, 19 de janeiro, vamos conhecer o novo presidente do clube. Desejamos toda sorte e felicidade há quem for eleito.

Confira um breve perfil dos candidatos:

Arnaldo Tirone Filho - O candidato da oposição tem 60 anos e é associado ao clube desde 1955. Sua família sempre foi ligada à diretoria palmeirense - é filho de Arnaldo Tirone, famoso dirigente do Palmeiras nos tempos dos presidentes Delfino Facchina e Ferrucio Sandoli. Empresário do ramo imobiliário, Pituca, como é conhecido, é ligado aos ex-presidentes Mustafá Contursi, Afonso Della Monica e Carlos Facchina, Tirone faz parte do grupo de Roberto Frizzo, candidato derrotado nas eleições passadas por Luiz Gonzaga Belluzzo e nome forte para ser seu vice de futebol, se a oposição vencer as eleições.

Paulo Nobre - Aos 42 anos, o advogado e corredor de rali aparece como o candidato mais jovem dessas eleições. Apesar das ideias vistas como modernas, ele tem o apoio de figuras bem conhecidas do torcedor palmeirense, que já passaram por cargos importantes: Gilberto Cipullo, Seraphim Del Grande, Savério Orlandi e Genaro Marino, ex-membros da diretoria de Luiz Gonzaga Belluzzo. Nobre se coloca como uma "terceira via" dentro do clube. Nesta eleição, ele se negou a ser vice da chapa de Salvador Hugo Palaia, causando um racha na situação. Até por isso foi constantemente atacado pelo concorrente durante o período de campanha.

Salvador Hugo Palaia - Candidato mais experiente (tem 77 anos) e também mais conhecido dos torcedores, o empresário também do ramo imobiliário é visto como uma figura polêmica no clube. Palaia já ocupou diversos cargos de diretoria no Palmeiras há mais de três décadas. Na gestão Belluzzo, ele foi vice-presidente e chegou a assumir o comando do clube quando o mandatário passou por problemas de saúde e precisou se afastar por 45 dias. Apesar da idade mais avançada em relação aos demais concorrentes, Palaia acredita que sua experiência com os problemas que já enfrentou no Alviverde podem ajudá-lo a finalmente assumir como presidente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FIFA 11 ou PES 2011? O certo é a diversão sem limites

Neste período de entressafra futebolística, o jeito é apelar para o futebol virtual dos vídeo games, cada vez mais a diversão da hora de toda a molecada dos 11 aos 40. Os dois maiores títulos disponíveis em vários tipos de plataformas (PS2, PS3, XBox 360 e Nintendo Wii), são o FIFA 11 da Eletronic Arts e o PES 2011 da Konami. Neles é possível reproduzir as principais sensações do esporte real. Além de poder comandar os principais times de futebol do planeta bola, ainda é possível viver as emoções do jogo na forma de um avatar, especialmente desenvolvido, e que reproduz boa parte da nossa identidade biométrica.

Depois de definida a nossa identidade virtual, é possível atuar em qualquer uma das equipes existentes na biblioteca de dados do jogo. No FIFA 11, existe à disposição, um número bem maior de times com uniformes licenciados e autênticas cópias dos utilizados nas competições do mundo real. Mas o PES 2011 não fica muito atrás e ainda oferece uma possibilidade maior de customização dos elencos, times, patrocínios etc... Isso sem falar na jogabilidade que os jogos modernos permitem, nos lançamentos, chutes fantásticos e dribles em 360 graus.

Uma das novidades do jogo da Konami deste ano e que está bem interessante é o editor de estádios e a possibilidade de editar e criar o seu próprio templo do futebol!

É possível importar imagens em formato jpeg para inserir como fundo ou como ilustrações da nova arena de jogo! Simplesmente fabuloso!

Confesso que apesar dos 47 anos de idade e da falta de condicionamento físico esportivo (nunca fui um bom jogador) me realizo jogando uma partida de vídeo game. Trata-se da evolução máxima do aspecto lúdico, onde projetamos o nosso "eu interior" para o mundo virtual. Nossa, filosófico isso, heim?! Mas, é a realidade...

Por isso, jogue com seu filho ou com os amigos. Compartilhe a emoção de disputar amistosos, campeonatos, Major Leagues (no caso do PES 2011) e desenvolver também o nosso lado manager, empresário de clubes, técnico, além do perfil de jogador. É muito legal e divertido!

Puxa vida... Olhe que eu me realizava quando moleque, jogando futebol de botão...

Agora, além de contar com todos estes avanços, ainda posso escutar os comentários do amigo Mauro Beting, durante as transmissões dos jogos, também no jogo da Konami.

FIFA 11 ou PES 2011, não importa! O certo mesmo é que a diversão é sem limites!
 
Crédito das Imagens: Divulgação EA Sports/ Konami/ site: Putsgrilo!.com