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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Futebol sem memória

Dizem que somos um país sem memória, sem reflexão sobre a importância do nosso passado. Um pragmatismo truculento, que rodeia o nosso presente, celebra apenas aquilo que fazemos hoje, se é que fazemos.

No futebol, cada vez mais, fazemos questão de nos esquecer de quem é quem. Aqueles que realizaram mais, parece que despertam mais inveja, mais ódio, mais cobrança constante.

Mas é impossível ser o primeiro sempre, ser o maior sempre, o melhor sempre, disputar as primeiras colocações em todas as ocasiões. A politicagem de bastidores é cada vez mais intensa e o esporte dá lugar ao negócio, repleto de oportunidades. Times são desmontados precocemente e treinadores são mandados embora, ao primeiro sinal de insucesso.

Mas porque será que Vanderlei Luxemburgo (na foto, cumprimentando o Presidente Lula) desperta sempre tanta raiva, tanta mágoa e tanta ira, por parte de seus adversários?

Um curriculum invejável

Vanderlei Luxemburgo da Silva (Nova Iguaçu, 10 de maio de 1952 é um ex-jogador e atual treinador de futebol brasileiro. Atualmente esta sem clube.

Reconhecidamente um dos mais vitoriosos técnicos do futebol do Brasil, tendo sido o único a conquistar cinco vezes o Campeonato Brasileiro Série A. Treinou grandes equipes do futebol brasileiro como Santos, Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Atlético Mineiro, além de ter treinado a Seleção Brasileira e o Real Madrid, da Espanha.

Filho de Sebastião da Silva e Rosa Luxemburgo da Silva, Vanderlei é o filho do meio de uma família com três irmãos.

A carreira de jogador de futebol não foi tão marcante como a de técnico. Despontou no futebol profissional como lateral-esquerdo do Flamengo em 1971 e permaneceu na equipe carioca até 1978. Neste período, teve como grande concorrente na posição o jogador Júnior, considerado um dos maiores laterais da história do Flamengo e da Seleção Brasileira. Depois de deixar a equipe rubro-negra e atuar pelo Internacional em 1978, jogou no Botafogo, onde jogou até 1980, quando uma contusão no joelho o afastou dos campos.

O início como treinador ocorreu no Campo Grande, do Rio de Janeiro, em 1983. No mesmo ano, seguiu para o Rio Branco, do Espírito Santo, onde conquistou o título do Campeonato Capixaba. Depois de passagens por outros clubes brasileiros e do futebol árabe, foi no Bragantino que conseguiu seu primeiro grande feito, conquistando dois títulos: do Campeonato Brasileiro Série B, no ano de 1989, e do Campeonato Paulista, no ano de 1990.

Sua primeira conquista em um grande clube como técnico aconteceu em 1993, quando foi campeão do Campeonato Paulista pelo Palmeiras. O título, alcançado com uma vitória por 4 a 0 sobre o maior rival da equipe alviverde, o Corinthians, foi um dos mais importantes da história do clube, pois interrompeu um jejum de 16 anos sem títulos. No mesmo ano, Luxemburgo levaria o Palmeiras aos títulos do Torneio Rio-São Paulo e do Campeonato Brasileiro. Em 1994, foi bicampeão paulista e brasileiro.

Depois de breves passagens pelo Flamengo e pelo Paraná em 1995, retornou em 1996 ao Palmeiras, onde conquistou mais um título do Campeonato Paulista, este marcado pela maior campanha de uma equipe no Estado na era profissional, com um ataque arrasador de mais de 100 gols marcados. Em 1997, já pelo Santos, conquistou o Torneio Rio-São Paulo.

No ano seguinte, foi contratado pelo Corinthians, onde obteve o título do Campeonato Brasileiro. No mesmo ano, foi convidado para ser o técnico da Seleção Brasileira, onde conquistou a Copa América de 1999.

Apesar de passagens vitoriosas nos times com grandes jogadores montados, teve problemas no período que treinou a seleção, sofrendo ao ser flagrado utilizando documentação falsa e com um processo de sonegação fiscal. Por esta razão, mudou seu nome de Wanderley (artístico) para Vanderlei (original). Sua saída do selecionado brasileiro, ficou marcada pela eliminação da equipe nas Olimpíadas de 2000, quando o Brasil foi derrotado pela seleção de Camarões.

Em 2001, de volta ao Corinthians, levou a equipe alvinegra a mais um título do Campeonato Paulista. Em 2002, teve uma passagem rápida e conturbada pelo Palmeiras, sendo responsabilizado pela imprensa dita especializada e por parte da torcida pela queda da equipe para a segunda divisão do futebol brasileiro, em virtude da dispensa de alguns jogadores de posições importantes logo no início do Campeonato Brasileiro, pouco antes de sua saída do clube para o Cruzeiro.

Em 2003, no comando da equipe mineira, conseguiu um fato inédito ao conquistar a tríplice coroa vencendo o Campeonato Mineiro a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, de volta ao Santos, obteve mais um título de campeão do Campeonato Brasileiro.

Em 2005, deixou a equipe do Santos para atuar como treinador do Real Madrid, da Espanha, com os melhores jogadores do mundo, resultando em uma malograda passagem, tendo sido demitido no dia 4 de dezembro de 2005. Dez dias depois, é anunciado o retorno de Luxemburgo à equipe santista, onde conquistou nos dois anos seguintes o título do Campeonato Paulista.

Em 2007, levou a equipe às semifinais da Copa Libertadores da América, mas foi eliminado pelo Grêmio. A falta de uma conquista de torneio internacional interclubes é justamente uma das maiores frustrações do técnico.

"As pessoas me criticam por eu nunca ter conquistado uma Libertadores. Mas isso não me machuca. Dizem que para se vencer Libertadores tem de dar pontapé, praticar anti-jogo. Eu prefiro buscar esse título jogando futebol envolvente e bonito, como todas as minhas equipes têm demonstrado" - resposta de Vanderlei após a eliminação do Santos para o Grêmio na semi-final da Copa Libertadores da América de 2007.

Em 2008, voltou ao Palmeiras, onde conquistou mais um título do Campeonato Paulista. A equipe alviverde não vencia um campeonato desde 2000 e não conquistava o torneio estadual desde 1996. Em 2009, depois de ser eliminado mais uma vez da Copa Libertadores da América, desta vez nas quartas-de-final, as críticas da torcida palmeirense aumentaram em relação a Luxemburgo, que era questionado por suas interferências na equipe fora do campo, com a indicação de jogadores que não agradaram os torcedores.

No dia 26 de junho de 2009, às 0h44, no seu Twitter e no seu blog, Vanderlei anunciou que foi demitido pelo Palmeiras. O texto no Twitter dizia: "Não sou mais técnico do Palmeiras. Fui demitido por discordar (sic) das atitudes do Keirrison". A decisão da saída do treinador ocorreu após uma longa reunião no dia anterior. Segundo o clube, o motivo foi a quebra de hierarquia do treinador, ao falar sobre a transferência de Keirrison para o Barcelona. Gilberto Cipullo relatou que a decisão "não teve nada a ver com a eliminação na Libertadores".

No dia 17 de Julho de 2009 acertou seu retorno ao Santos. Com um resultado fraco no Campeonato Brasileiro (a pior que teve no comando da equipe da Vila Belmiro), conseguindo apenas a décima segunda colocação, deixou o time em dezembro de 2009.

No dia 8 de dezembro de 2009, Luxemburgo acertou sua ida para o Atlético Mineiro. O treinador fechou um contrato de dois anos com o clube e rejeitou propostas do CSKA Moscou e do Internacional.

No dia 9 de dezembro de 2009, foi apresentado oficialmente na sede administrativa do Galo, em entrevista coletiva. Mesmo debaixo de chuva, mais de 100 torcedores compareceram para acompanhar a apresentação do novo treinador. No dia 2 de maio, há 5 meses no comando da equipe, venceu o Campeonato Mineiro, em final contra o Ipatinga. No dia 24 de setembro de 2010, Luxemburgo foi demitido, logo após uma derrota de 5 a 1 contra o Fluminense, deixando o Atlético na zona de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. O técnico comandou o time mineiro em 53 jogos durante toda a temporada, alcançando 22 vitórias, 12 empates e 19 derrotas.

Títulos conquistados:

Rio Branco

Campeonato Capixaba: 1983

Bragantino

Campeonato Brasileiro Série B: 1989

Campeonato Paulista: 1990

Flamengo

Campeonato Carioca: 1991

Taça Guanabara: 1995

Palmeiras

Campeonato Brasileiro: 1993 e 1994

Torneio Rio-São Paulo: 1993

Campeonato Paulista: 1993, 1994, 1996, 2008

Santos

Campeonato Brasileiro: 2004

Torneio Rio-São Paulo: 1997

Campeonato Paulista: 2006 e 2007

Corinthians

Campeonato Brasileiro: 1998

Campeonato Paulista: 2001

Seleção Brasileira

Copa América: 1999

Torneio Pré-Olímpico: 2000

Cruzeiro

Campeonato Brasileiro: 2003

Copa do Brasil: 2003

Campeonato Mineiro: 2003

Atlético-MG

Campeonato Mineiro: 2010

Vanderlei Luxemburgo sempre foi polêmico. Sempre criticou e discutiu livremente sobre as hipocrisias que cercam o jogo das multidões no Brasil. E sempre foi adepto de tomar atitudes pouco ortodoxas. Em 1993, diante do trauma do Palmeiras em conquistar títulos, foi buscar o aconselhamento do Pai de Santo, Robério de Ogum, para trazer mais tranquilidade ao ambiente. Paralelamente à carreira de técnico, desempenha também a de manager, empresário de jogadores, atividade mal vista pelos dirigentes de clubes. Para onde vai, se acerca de cara comissão técnica de sua estrita confiança. Atualmente, todos destacam na mídia, que ele não ganha um título expressivo no futebol brasileiro há mais de seis anos, já que os títulos regionais são atualmente totalmente menosprezados. Tudo que realizou no passado, não vale mais nada. Seu prestigio foi totalmente perdido. Sua real competência (e olha que ele já demonstrou ter bastante) jogada na lata do lixo...

Fico realmente a me perguntar, porque tem sido tão criticado neste momento? Afinal de contas, ele não é o único vilão em nosso futebol... Que dá claros sinais de estar padecendo de estranha amnésia. Um futebol sem memória! Há quem será que interessa isso?

Crédito da foto: Uol

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Prestígio de Campeão

Costumo afirmar que não existe mais time campeão, sem força de lobby nos bastidores do jogo, da década de 90 para cá. Foi assim com o Palmeiras da Era Parmalat, com o São Paulo FC do Tricampeonato Brasileiro dos anos 2000 e também está sendo assim com o Corinthians atualmente. Não se conquista mais nada, somente com a qualidade do futebol apresentado dentro do campo de jogo. Infelizmente...

Além de estar mantendo indiscutível regularidade dentro da competição mais difícil do cenário nacional, o Timão também vem sendo favorecido em jogos importantes, pelos constantes “erros de arbitragem” que atormentam o sono dos torcedores de equipes prejudicadas nas disputas do futebol brasileiro e mundial.

Na vitória contra o Santos, nesta quarta-feira (29/9/2010) à noite, novamente não foi diferente. Danilo estava completamente impedido na jogada que originou o gol da vitória e o árbitro (sempre polêmico) Carlos Eugênio Simon, validou o lance. A amizade de Andrés Sanchez, o popular mandatário corintiano com o Todo Poderoso Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, está mesmo dando frutos.

No encontro entre a crise e a “estabilidade”, a boa fase do Corinthians levou a melhor diante do momento turbulento do Santos. Com sua maior estrela em campo depois da confusão que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior, o Peixe esteve duas vezes em vantagem no placar, mas permitiu que o Timão igualasse e virasse o marcador para 3 a 2, saindo da Vila Belmiro ainda mais fortalecido na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Durval e Neymar fizeram para a equipe da casa, enquanto Iarley, Elias e Paulo André, após Danilo tocar em impedimento, deram o triunfo ao clube da capital paulista.

Primeiro tempo de 4 gols

O Santos deixou de lado toda a confusão que se instalou no clube durante os últimos dias para pressionar o Corinthians desde o início do jogo. Acostumado a sufocar os adversários no Pacaembu, o Timão provou do próprio veneno na Vila Belmiro. O zagueiro Durval, logo no primeiro minuto, pegou rebote na área após escanteio e colocou o Peixe em vantagem com uma bomba indefensável para Julio Cesar.

Com o meio de campo avançado, o Santos marcou forte e atrapalhou a saída de bola da defesa rival. Mas, vagarosamente, o Corinthians se acalmou, encaixou a marcação de Boquita sobre Neymar e liberou Jucilei para encostar na frente. E deu certo. O volante passou por dois adversários, abriu a defesa e tocou para Iarley, livre na área, empatar.

Timão volta melhor no segundo tempo e obtém a virada

O Timão continuou melhor no segundo tempo. Jorge Henrique, Iarley e Bruno César trocaram constantemente de posição e confundiram a defesa santista. O Peixe, aliás, não se encontrou. Marquinhos e Alex Sandro pouco produziram no meio de campo e ficaram presos na marcação.

A primeira grande chance, no entanto, foi do Santos, aos 12. Julio Cesar fez milagre em chute de Neymar depois de dar rebote em cobrança de falta. Na volta, Marquinhos finalizou e a bola tocou em um dos braços de William. Carlos Eugênio Simon ignorou os pedidos de pênalti e mandou o lance seguir.

Adilson Batista apostou nas saídas de Boquita e Bruno César para as entradas de Moacir e Danilo, respectivamente. No Santos, Marcelo Martelote sacou Alex Sandro e colocou Alan Patrick. Melhor para o Corinthians, que virou o jogo pouco tempo depois, aos 24, com Paulo André, de cabeça, desviando cruzamento de Danilo. O meia estava em posição irregular no momento do levantamento.

A tão esperada pressão do Santos não aconteceu depois da virada. O Peixe mostrou pouca força para encurralar novamente o Corinthians e passou a apostar apenas na velocidade de Madson e em jogadas de efeito de Neymar.

Léo, aos 36, chegou a empatar, mas a arbitragem marcou impedimento após desvio de Marcel. Foi o máximo que o Santos conseguiu. Nos minutos finais, o Corinthians continuou tocando a bola pacientemente e a Fiel, que lotou o espaço reservado a ela na Vila, gritando "olé". E o título está mais próximo do Parque São Jorge.

Um desejo da Fiel Torcida e até do Presidente da República, no ano do tão festejado centenário do “time do Povo”. Os “outros” que sobrevivam as conseqüências. Prestígio de Campeão fora de campo, o Corinthians já adquiriu, indiscutivelmente. E olhe que não precisa disso!

Crédito da foto: Jornal O Globo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Tristeza não tem fim..."

"Tristeza não tem fim. Felicidade sim. A felicidade é como a gota. De orvalho numa pétala de flor. Brilha tranquila... Depois de leve oscila. E cai como uma lágrima de amor" (Letra de música de autoria do compositor Tom Jobim).

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo é o atual presidente do Palmeiras. Assumiu o cargo com ares de modernidade, esperança e o apoio de muitos torcedores do clube.

Nas suas intenções, a tão sonhada reforma do estádio Palestra Itália e a promessa de montar uma equipe de futebol competitiva, capaz de disputar torneios importantes e de conquistar campeonatos.

Quem é Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo?

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo (Bariri, 29 de outubro de 1942) é um economista brasileiro.

Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1965 e também estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ingressou no curso de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico, promovido pela CEPAL/ILPES e graduou-se em 1969. Foi professor colaborador na Universidade Estadual de Campinas, onde doutorou-se em 1975 e tornou-se professor-titular em 1986. Entre 1974 e 1992 foi assessor econômico do PMDB e secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (1985-1987), durante o governo de José Sarney. De 1988 a 1990 foi secretário de Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo, durante a gestão de Orestes Quércia.

É membro do Conselho Diretor da mantenedora da Fundação Escola de Sociologia e Politica de São Paulo e professor titular de economia da Unicamp. Foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (governo Quércia). É fundador da Facamp (Faculdades de Campinas). É presidente do Conselho Deliberativo do IPSO - Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos. É membro do Conselho de Administração da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), além de consultor editorial da revista semanal Carta Capital. É ainda conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

É presidente do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que opera a TV Brasil, pública. É presidente institucional do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, além de ser consultor pessoal de economia do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 26 de janeiro de 2009 foi eleito presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras para o biênio 2009/2010. Logo começaram as polêmicas na imprensa, já que o time de futebol começou a despencar, dentro do cenário nacional. A formação técnica e intelectual também saiu de cena. Deu lugar, ao apaixonado torcedor...

No final de 2009, Belluzzo foi filmado em festa da torcida organizada Mancha Verde fazendo gracejos e provocando a torcida do São Paulo. Foi suspenso da presidência do Palmeiras em dezembro de 2009 por ter dito que se encontrasse o árbitro da partida entre Palmeiras e Fluminense (Carlos Eugênio Simon), que anulou um gol legítimo do atacante Obina, partiria para a agressão fisica. Na eleição da Presidência do Clube dos 13, ousou ficar contra o candidato do Todo Poderoso Presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Tem visto o clube amargar uma crise interminável, coincidentemente no mesmo período em que o rival, o Sport Clube Corinthians Paulista, regido por São Jorge, celebra o ano de seu Centenário, a construção do seu novo estádio em Itaquera, que será palco da Copa do Mundo de 2014 (graças ao lobby do Presidente Lula junto à multinacional Odebrecht Infraestrutura), e vive um período de felicidade com a liderança do Campeonato Brasileiro 2010 e ótimos resultados colhidos dentro do campo de jogo.

Afastamento

Muito insucesso e frustrações na vida e o coração de todos sempre se ressente... O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo se recupera de problemas cardíacos (foi recentemente internado, às pressas, na UTI do Hospital Sírio-Libanês para submeter-se a cateterismo, depois de ter fortes dores no peito), mas a diretoria palmeirense não interrompeu seus trabalhos. Mesmo preocupada com o estado de saúde do mandatário, a cúpula alviverde se organiza para honrar seus compromissos e garantiu quitar as dívidas pendentes com os jogadores.

O vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo disse que vem tendo frequentes reuniões com o departamento financeiro e garantiu que os direitos de imagem serão pagos até o fim do mês. O clube devia dois meses, mas um foi quitado.

Outra dívida que vem se arrastando é com Lincoln. Para deixar o Galatasaray e acertar com o Palmeiras, o meia pagou do próprio bolso metade da multa rescisória, valor que o clube se comprometeu a pagá-lo em parcelas. Até agora, Lincoln recebeu a primeira parcela e a segunda estava atrasada. Insatisfeito, o jogador chegou a enviar um comunicado por meio de seu advogado ao Palmeiras solicitando o recebimento do dinheiro.

Após estabelecer o prazo da metade deste mês, a diretoria mudou os planos e adiou o pagamento. Mas Cipullo garantiu que ele será reembolsado antes mesmo dos colegas, já nesta semana. “Vou conversar com o departamento financeiro na quinta-feira e acertar a dívida do Lincoln e a dos demais jogadores. O Lincoln vai receber ainda nesta semana e os outros devem receber até o fim do mês”, disse Cipullo.

Desde que chegou ao Palmeiras, Lincoln ainda não conseguiu engrenar e entrou em campo pela última vez no dia 1º de agosto, no empate por 1 a 1 no clássico contra o Corinthians. Depois, sofreu com seguidas contusões. Nas últimas semanas, ele realizou trabalhos de fortalecimento muscular.

Mais uma vez o meia não foi relacionado para a partida contra o Grêmio Prudente após realizar apenas seu quarto treino com bola. Cipullo acredita que ele voltará sábado contra o Flamengo.

“Ele se machucou contra o Corinthians. Chegaram a pensar que ele estava recuperado, mas acabou voltando para o departamento médico. Houve um entendimento geral de que ele só deveria voltar quando não tivesse qualquer risco de a lesão se agravar. Provavelmente será relacionado para o jogo de sábado (com o Flamengo)”, disse. "Não tem nada a ver a dívida com o fato de não estar jogando."

Belluzzo é homem íntegro, brasileiro defensor de nobres causas e palmeirense de ofício. Está fazendo tudo que pode, mas San Gennaro (São Januário) parece que não está de plantão... Talvez a conjuntura política e o ambiente nos bastidores do jogo, não o favoreça. E o torcedor de arquibancada não tem mesmo discernimento para compreender isso!

Que a sua saúde melhore logo! Que o seu clube volte também a ser grande como já é no coração de todos os seus torcedores, aconteça o que tiver que acontecer! Depois que a tristeza se for, virá um novo período de felicidade! Tudo na vida vem em ciclos e nada é para sempre...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Estão criando um monstro" (Neymar)

"Estão criando um monstro" disse o técnico René Simões, do Atlético - GO, após derrota do time goiano para o Santos FC, em plena Vila Belmiro, nesta quarta-feira (15/9/2010) à noite. "É um mal-educado. Com toda a experiência que eu tenho, em todos esses anos de futebol, eu nunca vi alguma coisa ou alguém tão mal-educado como esse Neymar. Em nome da arte, em nome do futebol, estão criando um monstro. Um monstro de Seleção Brasileira" enfatizou René Simões.

Segundo René, que em função da sua integridade, experiência, civilidade e serenidade, sempre mereceu o respeito de todos, Neymar teve atitudes desrespeitosas com os seus próprios companheiros de Santos.

"O que esse rapaz falou para o capitão do time dele foi um absurdo" citou ainda o técnico do Atlético - GO, que ainda comentou:

"Eu sai desse jogo extremamente triste. Nós estamos criando um monstro. Ele ainda não é um homem. Ele é muito mal-educado. O que ele fez em campo é inadimissível" encerrou René Simões.

Neymar se desentendeu com o técnico Dorival Junior após cobrança de falta de Marcel, porque ele queria cobrá-la. Posteriormente, houve atrito também no pênalti, o qual Dorival pediu para que o centroavante cobrasse, em detrimento da Jóia. Ao contrário do camisa 11, que saiu sem dar entrevistas e visivelmente irritado com a situação, Marcel tratou de pôr panos quentes logo na saída de campo.

"Aqui no Santos não tem vaidade. Eu treino falta, o Neymar treina, então não tem problema" ponderou o atacante, que fez o quarto gol da equipe da Vila Belmiro. Léo, um dos mais experientes do grupo, também não quis entrar na polêmica. Foi através dele que o técnico deu a ordem para que Marcel batesse a penalidade máxima.

"Normal, ele é o batedor, mas foi uma ordem, uma determinação" disse Léo, que falou também sobre o fato de Neymar ter irritado os demais jogadores, fazendo firulas com a bola, após a ordem de Dorival.

"Para jogar futebol tem de ter maturidade. Ele já adquiriu muito e vai adquirir ainda mais. É normal chegarem, mas ele tem cabeça boa, sabe entender. Só cobramos de quem tem para dar e ele tem muito para dar" completou.

Lembrei da sempre importante frase bíblica: "A quem muito for dado, muito será pedido" (Lucas, 12: 47 e 48) ou "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades".

Todos sabem que frase é essa última, aí acima. Trata-se talvez de uma das melhores tiradas das histórias em quadrinhos e filmes de super-heróis. E os nossos craques, são os super-heróis, exemplos da população brasileira carente que vibra nos jogos de futebol. Foi dita pelo "tio" Ben para Peter Parker, o Homem-aranha e seguiu sendo o grande lema de um dos maiores super-heróis de todos os tempos. Tenho certeza que o Neymar também já assistiu o filme. Que tal alguém lembrá-la para ele?

Porque já está virando rotina. Mais uma vez, Neymar deixa o gramado como protagonista de uma polêmica. No último domingo, ele se desentendeu com o volante João Marcos, do Ceará. Nesta quarta-feira, durante jogo contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro, a confusão foi com seus próprios companheiros. Rebelde, se recusou a cumprir ordens. Passou a rebolar em campo, negando-se a trocar passes com o restante da equipe. Ele discutiu com o zagueiro Edu Dracena e com o técnico Dorival Júnior. Chegou até a xingar o chefe. O treinador garante que o jogador será punido.

"É um problema difícil, grave, sério e que vai exigir de todos nós um esforço. Em todos os momentos em que sentimos um ato de indisciplina, não importa se com Neymar ou um menino da base, punimos. Gosto muito dele, mas aconteceu um fato novo. Vamos ter de agir da mesma forma" afirmou o técnico, visivelmente abatido e entristecido com a situação. Será que ele tem mesmo o controle do grupo nas mãos?

O comandante santista disse que a confusão começou quando Neymar retrucou uma ordem que recebeu de Edu Dracena. "O Edu chamou a atenção dele. Tentava corrigir uma situação. Estava correto em sua observação, mas o Neymar não aceitou. Então, fui em cima" contou Dorival.

Será que o ex-treinador da Seleção Brasileira, Dunga, tão criticado pelo patrulhamento da imprensa nacional, na época da Copa do Mundo, estava mesmo tão errado assim, em não convocar Neymar e Paulo Henrique Ganso (também começou a agir assim na final de um Campeonato Paulista, se recusando a deixar a partida)? Dentro do campo de jogo, e quando tratam exclusivamente de mostrar a arte do seu futebol, com dribles sensacionais e passes espetaculares, eles são maravilhosos. Mas, e quando demonstram que não respeitam colegas de equipe, adversários e as decisões dos seus próprios treinadores? Na realidade, eles não respeitam nada... Gostam mesmo de humilhar a todos! São crianças indisciplinadas, que gostam de fazer barraco, e não homens! Abre o olho, Mano Menezes!

A real necessidade dos dribles e outras jogadas de efeito

O futebol é um esporte coletivo em que se ressaltam as habilidades individuais. Para vencer é necessário sempre que se combine a técnica dos jogadores com a tática dos treinadores. Atletas indisciplinados nunca vão tão longe como poderiam. Neymar é indiscutivelmente craque mas está sendo "endeusado", colocado em destaque, transformado em exemplo, semi-deus ou herói moderno e demonstra com seus atos, que infelizmente, não está preparado para isso. O sucesso e a fama exigem, no mínimo, um pouco de inteligência e amadurecimento emocional. "São craques, mas não são deuses" como bem recordamos do afirmado em crônica, de autoria de Armando Nogueira.

Sobre Neymar, dribles e jogadas de efeito, convido a todos a acompanhar também texto no blog de Mauro Beting. Segue link abaixo:

"Nem tanto ao Neymar, nem tanto à terra"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Duelo de Titãs: Fluminense x Corinthians

Nesta quarta-feira (15/09/2010), Fluminense e Corinthians se enfrentam no estádio do Engenhão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro deste ano. A partida tem gostinho de decisão, já que é o confronto direto dos dois maiores candidatos ao título da temporada.

As campanhas das duas equipes tem sido bastante destacadas, num torneio que se não chega a emocionar verdadeiramente, pelo menos, demonstra o fantástico equilíbrio de uma competição que ainda não nos aponta um grande time. No futebol brasileiro da atualidade, o nivelamento infelizmente é por baixo!

No jogo de interesses que sempre cerca os bastidores do campeonato, apenas a lamentar a escolha do árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon para apitar a partida. No ano passado, durante o jogo disputado no Maracanã entre Fluminense e Palmeiras, na reta de chegada da competição de 2009, Simon anulou um gol do time visitante marcado pelo atacante Obina, em situação bastante polêmica.

Será bastante condenado, se alguma decisão sua, vier novamente a favorecer a equipe carioca, desta vez dirigida pelo Muricy Ramalho, que curiosamente, no episódio descrito a pouco, comandava a equipe do Palmeiras. Esperamos também que o favorecimento acabe não sendo ou acontecendo a favor da equipe paulista.

Duelo de Titãs

No último confronto, em partida realizada no Pacaembu, na terceira rodada do Primeiro Turno, o Corinthians venceu por 1 a 0, gol de Chicão em cobrança de falta. No entanto, a partida também foi marcada pela polêmica. Os tricolores reclamaram de um impedimento mal marcado pelo trio de arbitragem comandado por Leonardo Gaciba. No lance, Rodriguinho fez o gol que seria de empate, não validado. O nível atual das arbitragens do futebol envergonham a todos que prestigiam sempre o esporte das multidões!

Neste verdadeiro "duelo de titãs", Fluminense e Corinthians são as duas equipes que lideram a competição. Mas também não estão em bom momento, apesar de estarem no topo da tabela de classificação. A curva de aproveitamento é descendente, com desordens internas, principalmente no Tricolor. O momento instável favoreceu a outros concorrentes. Botafogo e Cruzeiro encostaram e ameaçam a soberania da dupla.

O líder venceu uma das últimas sete partidas. Fred não joga desde julho, mas na última semana mexeu negativamente com o ambiente ao criticar abertamente o chefe do departamento médico Michael Simoni, que pediu demissão. A rixa entre o goleiro Fernando Henrique e o reserva dele Rafael também veio a público.

Dentro de campo, desfalcado de peças importantes como Diogo, Diguinho e Emerson, e ainda adaptando-se à entrada de Deco, o time perdeu para o Atlético-GO por 2 a 1. Apesar dos problemas, a torcida foi ao último treino e apoiou o grupo com uma faixa: “Não tem crise, tem guerreiros”.

O Corinthians (ainda vivendo na "eterna" emoção do Ano do Centenário) também foi mal na última rodada. Perdeu pênalti e assistiu ao gremista Douglas pôr fim aos 100% de aproveitamento no Pacaembu. Envolvido em repetidos problemas com lesões e sobrepeso, Ronaldo mais uma vez não joga. É cada vez mais um sócio do clube. Atua somente quando lhe interessa.

Confira

Deco: Foi no Corinthians que iniciou a carreira, em 1996. Disputou dois jogos e partiu para a trajetória de sucesso na Europa. Sempre declarou que o Timão teria a preferência na volta ao Brasil, mas rumou para o Fluminense. Nos seis jogos que disputou, fez um gol, mas na última rodada foi o melhor em campo na derrota por 2 a 1 para o Atlético-GO.

Ficha Técnica (prováveis escalações)

Fluminense: Fernando Henrique; Leandro Euzébio, André Luis e Gum; Mariano, Fernando Bob, Valencia, Deco, Conca e Carlinhos; Washington.

Corinthians: Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf (Boquita), Elias, Jucilei e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Souza).

Momento Histórico - Recordar também é viver para poder contar!

Em 1976, a histórica invasão corintiana ao Maracanã foi um evento em que milhares de torcedores do time de futebol brasileiro Corinthians, da cidade de São Paulo, viajaram até o Rio de Janeiro para assistir partida única da fase pré-final (semi-final) do Campeonato Brasileiro, disputada entre o clube paulista e o Fluminense.

O jogo ocorreu no estádio do Maracanã em um domingo, às 17 horas, do dia 5 de dezembro daquele ano. Das quase 147 mil pessoas presentes no estádio, calcula-se que cerca de 70 mil eram torcedores corintianos que se deslocaram de São Paulo em direção a capital fluminense, por ônibus, trem, avião ou automóvel particular. Alguns milhares de torcedores de clubes grandes cariocas e rivais do Fluminense - como o Vasco da Gama, o Botafogo e o Flamengo - teriam ajudado a completar a "divisão ao meio" do Maracanã em favor de Fluminense e Corinthians, respectivamente.

Em 2006, Francisco Horta (então presidente do Fluminense na época da partida) revelou que disponibilizou uma carga de 70 mil ingressos aos corintianos e que entregou pessoalmente ao então presidente corintiano, Vicente Matheus, na cidade de São Paulo. O próprio Horta admitiu que jamais esperava a aparição de 70 mil corintianos no Maracanã. Jamais o futebol nacional havia visto um número tão elevado de torcedores de um time visitante, já que costuma-se distribuir apenas uma pequena parcela da carga total de ingressos ao clube visitante.

O Fluminense entrou em campo para o jogo na condição de favorito. O gol de Pintinho parecia confirmar os prognósticos favoráveis aos cariocas. Mas então, começou a chover e o Corinthians, com empenho e raça, conseguiu o gol de empate, com uma puxeta de Ruço após a bola ser desviada de cabeça na pequena área do Fluminense. Depois do gol, a chuva aumentou. No segundo tempo, o gramado do Maracanã estava pesado e dificultava o toque de bola das equipes. Após o empate no tempo normal e prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. O goleiro corintiano Tobias pegou duas cobranças e o Corinthians sagrou-se vencedor da partida, classificando-se para a final do nacional.

Escalações do jogo histórico:

Fluminense: Renato; Rubem Galaxe, Carlos Alberto Torres, Edinho e Rodrigues Neto; Carlos Alberto Pintinho, Cléber (Erivelto) e Rivelino; Gil, Doval e Dirceu. Treinador: Mário Travaglini.

Corinthians: Tobias; Zé Maria, Moisés , Zé Eduardo e Wladimir; Givanildo (Basílio), Ruço e Neca; Waguinho , Geraldão (Lance) e Romeu. Treinador: Duque.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Futuro do Pacaembu

Com 70 anos de glórias e de eternas memórias para os torcedores dos principais times do futebol de São Paulo, o futuro do Estádio Paulo Machado de Carvalho, no bairro paulistano do Pacaembu, é cada vez mais incerto.

Principalmente agora que em função da realização da Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil, a sua preferência foi descartada, em favor da construção de um novo estádio para a torcida do Corinthians (“Fielzão”) e da reforma do Palestra Itália, a tão alardeada Arena Visa.

No ano passado, o secretário municipal de esportes, Walter Feldman estudava a viabilização de projetos de manutenção da infra estrutura do estádio municipal de São Paulo, com o apoio da iniciativa privada.

O Estádio Paulo Machado de Carvalho foi construído no final dos anos trinta e inaugurado em 27 de abril de 1940 com uma festa inesquecível para os habitantes da metrópole desenvolvimentista da época (foto da inauguração abaixo).

Trata-se de patrimônio histórico da cidade, memória dos paulistanos que ajudaram a erguer a maior cidade do país. Por isso, não tem cabimento e nem se pode vincular a sua exclusividade de freqüência para nenhuma das grandes torcidas de São Paulo. Por isso, não importa que o Corinthians tenha atuado mais lá, nos últimos anos! E me perdoem os seus apaixonados torcedores!

O Corinthians, Santos, São Paulo e sobretudo o Palmeiras, também comemoraram muitos títulos dentro de suas dependências.

É uma praça esportiva municipal e destina-se tanto para corintianos, palmeirenses, santistas, são-paulinos, lusos ou juventinos. Não importa! O Pacaembu é estádio público, construído com dinheiro público, não é de ninguém, porque ao mesmo tempo é de todos e tem que ser sempre muito bem preservado desta forma!

Isso não quer dizer, que não possa ser modernizado, inclusive com a adesão e a participação de empresas privadas. O que não pode é ser esquecido, abandonado, mal conservado!

Mas, diante do fracasso das propostas de se ceder a administração do estádio para algum clube interessado e diante do compromisso de Corinthians e Palmeiras com a construção e a reforma de seus respectivos estádios, surge mesmo um sério questionamento: qual será o futuro do Pacaembu?

A estabilidade econômica obtida graças ao Plano Real nos trouxe um período de maiores especulações e de força financeira.
 
Não temos mais o receio de empreender e isso é bom para a nação! Só peço que não nos esqueçamos de outros valores importantes como o de não cometer desperdícios. Afinal de contas, o estudo e análise da História nos mostra que o futuro certamente não é um bom local para os incautos e nem para os imprevidentes. As obras consideradas "faraônicas" em função de sua grandiosidade são importantes para quem as realiza e para quem desfruta delas, mas também se tornam apenas um lembrete de algum importante "esquecimento", com o passar das eras...

De um povo, de uma época ou dos governantes que lutaram pela sua construção e manutenção. Por isso, sempre é bom pensar bastante antes de se entregar tolamente, às reflexões e interesses populistas. E viva o Pacaembu!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

20 anos de Rogério Ceni


Ele é o craque no gol. Ou melhor, o artilheiro no gol... Quando nos lembramos também de que ele é, ao mesmo tempo, goleiro, capitão, mentor, líder e ainda goleador, percebemos com clareza, a real dimensão de tudo que Rogério Ceni significa para o São Paulo FC e para o futebol brasileiro, de um modo geral.

Para mim, ele é também um revolucionário atleta, que demonstra para todos, na defesa do seu Tricolor Paulista, o verdadeiro sentido por trás do empenho, dedicação e capacidade, daqueles que sabem e estão sempre dispostos a fazer a diferença!

Rogério Ceni está completando 20 anos, no São Paulo FC. Neste 7 de setembro de 2010, mais uma vez, ele entra para a história.

Ceni chegou ao Morumbi em 7 de setembro de 1990 e desde cedo já mostrava sua personalidade diferenciada, jogando nos juniores do Tricolor. Ceni é a personificação da alma são-paulina: é guerreiro, decidido, líder, raçudo e, acima de tudo, ama o SPFC como seu clube de coração.

Para santistas, corintianos e sobretudo palmeirenses, ele não passa de um cara arrogante, que adora humilhar os adversários, sempre que pode!

Mas, será que é isso mesmo? Peço a todos que façam uma interessante reflexão. Abaixo, a lista de premiações deste grande jogador, que sempre faz tudo que pode para empurrar seus companheiros no campo de jogo, e levar o São Paulo FC, às mais incríveis vitórias.

Confira os números de Rogério Ceni pelo São Paulo:

Posição: Goleiro

Período: 1990-2010

Estréia no time profissional: 25/06/1993 - Tenerife (Espanha) 1 x 4 São Paulo FC

Partidas: 923
Vitórias: 488

Empates: 213
Derrotas: 222
Porcentagem de pontos conquistados: 60,52%
Gols marcados: 90

No Morumbi: 451 jogos; 287 vitórias, 102 empates, 62 derrotas. Aproveitamento: 71,11%.

Jogos Internacionais: 117; 67 vitórias, 26 empates, 24 derrotas. Aproveitamento: 64,67%.

Campeonato Brasileiro: 402 jogos; 197 vitórias, 96 empates, 109 derrotas. Aproveitamento: 56,86%

Expulsões: 4

Capitão por 686 jogos.

Internacionalizações: 17

Geral: (11 V, 3 E, 3 D; 14 GS; 1 como capitão)

Amistosos: (10 J; 6 V, 2 E, 2 D; 10 GS)

Copa das Confederações de 1997: (1 J; 1 V; 2 GS)

Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002: (5 J; 3 V, 1 E, 1 D; 2 GS)

Copa do Mundo de 2006: (1 J, 1 V, 0 GS)

Títulos pelo São Paulo FC (Profissional): 23

1993 - Campeão da Copa Libertadores da América

1993 - Campeão do Troféu Cidade Santiago de Compostela

1993 - Campeão da Recopa Sulamericana

1993 - Campeão da Supercopa Sulamericana (João Havelange)

1993 - Campeão Mundial Interclubes

1994 - Campeão da Copa Conmebol

1995 - Campeão da Copa dos Campeões Mundiais

1996 - Campeão da Copa dos Campeões Mundiais

1996 - Campeão da Copa Master da Conmebol

1996 - Campeão da Copa Cerveja Cristal, Chile

1997 - Campeão do Torneio dos Clubes Irmãos

1998 - Campeão Paulista

1999 - Campeão da Copa Euro-América

1999 - Campeão do Troféu Cidade de Pachuca - Cuña de México

2000 - Campeão Paulista

2001 - Campeão do Torneio Rio - São Paulo

2002 - Campeão do Supercampeonato Paulista

2005 - Campeão Paulista

2005 - Campeão da Copa Libertadores da América

2005 - Campeão Mundial Interclubes - FIFA

2006 - Campeão Brasileiro

2007 - Campeonato Brasileiro

2008 - Campeonato Brasileiro

Títulos pelo São Paulo FC (Categorias de Base): 3

1990 - Campeão Paulista Metropolitano Juvenil

1993 - Campeão da Taça São Paulo de Futebol Júnior

1993 - Campeão Paulista de Aspirantes

Premiações:

2000 - Bola de Prata da Revista Placar

2003 - Bola de Prata da Revista Placar

2004 - Bola de Prata da Revista Placar

2004 - Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta

2005 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Prata)

2005 - Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta

2005 - Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta (Melhor Jogador)

2005 - Toyota Key - Melhor jogador da partida final do Mundial Interclubes

2005 - Golden Ball FIFA - Melhor jogador do Mundial Interclubes

2005 - Goleiro do time ideal da América (El País)

2005 - Nono melhor goleiro do mundo (IFFHS - International Federation of Football History & Statistics)

2006 - Bola de Prata da Revista Placar

2006 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Ouro)

2006 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Craque da Competição)

2006 - Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta

2006 - Goleiro do time ideal da América (El País)

2006 - Sexto melhor goleiro do mundo (IFFHS)

2007 - Bola de Prata da Revista Placar

2007 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Ouro)

2007 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Craque da Competição)

2007 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Craque da Torcida)

2007 - Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta

2007 - Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta (Troféu Constantino Cury)

2007 - Quinto melhor goleiro do mundo (IFFHS)

2007 - Finalista do prêmio Bola de Ouro - 27º lugar (France Football)*

2008 - Bola de Prata da Revista Placar

2008 - Bola de Ouro da Revista Placar

2008 - Troféu Craque do Brasileirão da CBF (Prata)

2008 - Décimo primeiro melhor goleiro do mundo (IFFHS)

*Único jogador atuando na América do Sul, em toda a história, a concorrer.

Recordes:

Recorde mundial de gols marcados como goleiro: 90

Recorde mundial de gols marcados de falta: 51

Recorde nacional de partidas disputadas no Campeonato Brasileiro: 402

Recorde de partidas disputadas pelo SPFC: 923

Recorde de partidas capitaneadas no SPFC: 686

Recorde de permanência no SPFC: 20 anos

Recorde de minutos sem tomar gol no SPFC pelo Camp. Brasileiro: 988

Recorde pessoal de pênaltis defendidos em um único jogo: 3

Recorde de gols em Taça Libertadores da América pelo SPFC: 11

Algum outro goleiro brasileiro entrou para o Livro dos Recordes Mundiais com quase 100 gols assinalados? Não? Então é hora de revenciar o mito tricolor e ouvir a homenagem da banda de rock paulistana Dr. Sin ao goleiro-artilheiro Rogério Ceni. A ele, os nossos sinceros parabéns! Clique no link abaixo:

Rogério Ceni, o número 1